O Sistema Unico de Saude comecou a oferecer canetas emagrecedoras a pacientes com obesidade grave por meio de um projeto piloto. Segundo a Record News, a primeira aplicacao da semaglutida em um paciente do SUS foi feita nesta sexta-feira em Porto Alegre, marcando a entrada desse tipo de medicacao no sistema publico de saude.
O piloto esta sendo conduzido no Rio Grande do Sul. De acordo com a emissora, cerca de 250 pessoas que fazem tratamento para obesidade grave no hospital, na capital gaucha, estao aptas a receber a aplicacao da medicacao ao longo do projeto.
O perfil dos pacientes ajuda a explicar a escolha desse grupo. Muitos deles convivem com comorbidades como hipertensao, problemas cardiacos, depressao e diabetes, e boa parte nao tem condicoes de passar por uma cirurgia bariatrica, apesar de precisar, o que torna o tratamento medicamentoso uma alternativa importante.
A iniciativa tem carater de estudo e sera acompanhada de perto. O objetivo e medir, ao longo dos proximos dois anos, os resultados do tratamento, a seguranca da medicacao, o impacto na saude dos pacientes e o custo da terapia para o sistema publico.
Por tras do projeto ha tambem uma expectativa financeira. A avaliacao e de que a introducao dessas medicacoes de forma controlada no contexto do sistema publico de saude possa, no medio prazo, significar reducao de custos para o SUS, ao prevenir agravamentos ligados a obesidade.
O pano de fundo do piloto e um problema de saude publica de grande escala no pais. Mais da metade da populacao brasileira esta acima do peso e cerca de uma em cada quatro pessoas vive com obesidade, segundo os dados citados na reportagem.
A doenca tambem vem avancando de forma acelerada. Nas ultimas duas decadas, a obesidade aumentou 118% no pais, um crescimento que pressiona o sistema de saude e ajuda a justificar a busca por novas estrategias de tratamento, como o piloto iniciado em Porto Alegre.
