Uma nova terapia com Lutécio-177 PSMA para pacientes com câncer de próstata metastático pode reduzir em até sessenta por cento o risco de progressão da doença. Estudos internacionais demonstraram que o tratamento consegue retardar o avanço da doença, reduzir o risco de morte e aumentar o tempo de sobrevida dos pacientes.
Antes de iniciar a terapia, o paciente precisa realizar um exame chamado PET-PSMA, que mostra se o tumor possui a proteína que o medicamento consegue identificar. Somente os pacientes cujos tumores expressam essa proteína são elegíveis para o tratamento.
O tratamento é realizado exclusivamente em hospitais e clínicas especializadas. O medicamento é aplicado diretamente na veia e cada sessão dura cerca de uma hora. Após a aplicação, o paciente volta para casa no mesmo dia.
Normalmente as doses são administradas com intervalos de seis semanas, e o tratamento completo pode exigir até seis doses. Não se trata de uma terapia curativa, mas permite o controle da doença e a melhora da qualidade de vida do paciente com menor possibilidade de efeitos colaterais.
No entanto, o tratamento ainda é de alto custo. Cada dose pode chegar a cento e quarenta e seis mil reais, e o medicamento ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde.
A aprovação pela Anvisa no Brasil tem sido mais rápida nos últimos anos e especialistas acreditam que em alguns meses a terapia já possa estar disponível no país, a partir do momento em que o laboratório submeta o pedido de registro.
Especialistas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento periódico com o urologista a partir dos cinquenta anos de idade, ou quarenta e cinco anos para quem tem histórico familiar de câncer de próstata. O diagnóstico precoce continua sendo a melhor forma de oferecer tratamento curativo ao paciente.
