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Transplante pareado começa a ser testado para acelerar fila do rim

Transplante pareado começa a ser testado para acelerar fila do rim

Mais de 45 mil pessoas aguardam por um transplante de rim no Brasil, uma espera que pode durar anos, em parte porque a maioria tem um doador que não é compatível. Uma nova estratégia, o transplante pareado, começou a ser testada para acelerar essa fila. A primeira operação desse tipo foi realizada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com um doador de Minas Gerais.

A fila por um transplante de rim no Brasil é longa e dolorosa, mas uma nova estratégia surge como possibilidade de encurtá-la. Segundo o relato, mais de 45 mil pessoas aguardam por um rim no país, em uma espera que pode durar anos. Diante desse cenário, uma abordagem que já começou a ser testada promete acelerar o atendimento de quem está nessa lista.

Boa parte do problema está na dificuldade de encontrar um órgão compatível, mesmo quando existe alguém disposto a doar. De acordo com as informações, a maioria das 45 mil pessoas que aguardam um transplante de rim tem um doador que não é compatível. Esse desencontro biológico é justamente o ponto que a nova estratégia tenta resolver.

A realidade de quem espera ajuda a entender o peso dessa fila no dia a dia. Conforme o relato, uma das pacientes recebeu um rim da irmã mais velha há 13 anos, mas agora precisa de um novo transplante, e nem mesmo um familiar disposto a doar se mostrou compatível. Enquanto aguarda uma nova chance, ela faz hemodiálise três vezes por semana, presa por horas a uma máquina.

A saída apresentada pela medicina busca contornar exatamente essa barreira da incompatibilidade. Segundo o relato, o chamado transplante pareado funciona quando dois pares de doador e receptor que não são compatíveis entre si fazem uma troca: o doador de um vai para o receptor do outro, e vice-versa. Assim, cada paciente recebe um rim de alguém com quem é compatível.

Esse modelo já saiu do papel e teve sua estreia em um dos principais centros médicos do país. De acordo com as informações, a primeira operação desse tipo foi realizada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com um doador de Minas Gerais. O procedimento não é uma novidade no mundo, já que é feito há décadas em países como Estados Unidos e Japão.

A expectativa é que a técnica deixe de ser uma exceção e passe a alcançar mais pacientes em todo o território nacional. Conforme o relato, há a avaliação de que esse é um programa que precisa ser expandido para o Brasil e que pode beneficiar todos os que dependem da fila. Para quem aguarda um transplante, a estratégia representa uma renovação de esperança em meio a uma espera marcada pela hemodiálise.

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