O Brasil vai chegar às eleições de outubro com o maior eleitorado da sua história. Ao todo, 158.745.000 pessoas estão aptas a votar no pleito, no qual serão escolhidos o presidente da República e os governadores, além do caso específico do Distrito Federal. O número é recorde e dá a dimensão da escala da disputa que se aproxima.
O crescimento do eleitorado foi expressivo. Somente neste ano, o país ganhou 2,3 milhões de novos eleitores, um contingente que ajudou a empurrar o total para o patamar inédito registrado agora. O ritmo de novas inscrições reforça a tendência de expansão da base de pessoas habilitadas a comparecer às urnas.
O perfil desse eleitorado também traz mudanças. As mulheres continuam sendo a maioria entre os eleitores brasileiros. Ao mesmo tempo, houve um aumento no número de idosos aptos a votar e uma queda no número de eleitores com menos de 18 anos, movimento que acompanha as próprias transformações demográficas do país.
Outro destaque é a participação de quem vive fora do Brasil. Quase 1 milhão de pessoas podem votar do exterior e, desse total, 918 mil são brasileiros que residem em outros países. É importante lembrar que, nesse caso, os eleitores que estão fora do território nacional só podem votar para presidente.
Entre os brasileiros no exterior, um destino se sobressai. Lisboa, em Portugal, é o maior colégio eleitoral fora do Brasil, reunindo mais de 78 mil eleitores. A concentração na capital portuguesa evidencia o peso da comunidade brasileira na Europa quando o assunto é participação política à distância.
Com um número recorde de pessoas aptas a votar, dentro e fora do país, a eleição de outubro deve mobilizar um universo de eleitores maior do que em qualquer disputa anterior. O tamanho do eleitorado reforça o desafio logístico do processo e a importância do voto de cada cidadão na definição dos próximos presidente e governadores.
