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Força Aérea Brasileira realizou duzentas e trinta interceptações aéreas em cinco meses e mostra protocolo que pode levar ao abate de aeronaves

Força Aérea Brasileira realizou duzentas e trinta interceptações aéreas em cinco meses e mostra protocolo que pode levar ao abate de aeronaves

Entre janeiro e maio de dois mil e vinte e seis, a Força Aérea Brasileira realizou duzentas e trinta interceptações no espaço aéreo nacional. Repórteres embarcaram em exercício inédito que demonstrou todo o protocolo de interceptação, desde o alerta com os caças Gripen até a autorização para tiro de destruição.

Entre janeiro e maio de dois mil e vinte e seis, a Força Aérea Brasileira realizou duzentas e trinta interceptações de aeronaves no espaço aéreo nacional. Embora o protocolo siga critérios rigorosos de segurança, as operações têm como objetivo demonstrar a criminosos que desafiar o controle do espaço aéreo brasileiro pode ser uma manobra arriscada e fatal.

A base aérea de Anápolis, em Goiás, é o ponto de partida para os novos caças Gripen e os Super Tucano, todos empregados em operações de interceptação. Na base, um piloto permanece de plantão permanente, pronto para decolar no momento em que o alarme indicar a necessidade de monitoramento. Conforme relatou um dos pilotos, as equipes decolam sem saber exatamente qual será o alvo, podendo ser desde uma aeronave desconhecida até uma que necessite de assistência.

O protocolo de interceptação segue etapas bem definidas. Inicialmente, o piloto do caça se aproxima da aeronave suspeita e balança as asas para se tornar visível. Em seguida, solicita contato pelo rádio, pedindo identificação e plano de voo. Caso não haja resposta, o caça emparelha e dispara um tiro de advertência à frente da aeronave. Se ainda assim a aeronave não se identificar, o piloto aciona o comando da Força Aérea para solicitar autorização de tiro de destruição.

Em um exercício considerado inédito, repórteres da Record News embarcaram em uma aeronave que foi interceptada durante manobras da aeronáutica. A equipe decolou do Aeroporto Internacional de Goiânia e vivenciou de perto o momento em que um caça militar supersônico fabricado na Suécia se aproximou, realizando todo o procedimento de identificação. Como a aeronave estava regular, o piloto da FAB fez todas as perguntas, recebeu as respostas adequadas e se afastou.

O comandante da aeronave interceptada relatou que nunca havia passado por uma situação semelhante e descreveu a experiência como intimidadora, mas reconheceu a importância do procedimento para a segurança do espaço aéreo. Segundo ele, para a maioria dos pilotos que trabalham dentro da legalidade, a interceptação é percebida como uma forma de proteção, não de ameaça.

Os militares enfatizaram que o objetivo principal das interceptações não é abater aeronaves, mas sim garantir que todas as aeronaves em território nacional estejam identificadas e operando de forma segura. Antes de qualquer ação extrema, os pilotos verificam diversas possibilidades, como pane mecânica, problemas de comunicação ou mal súbito do piloto interceptado. A prioridade é sempre identificar a aeronave e torná-la segura para a navegação aérea.

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