O governo perdeu uma de suas principais articulações no Congresso. Segundo a reportagem, o senador Jacques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, função estratégica ocupada pelo senador que articula com a presidência e com os partidos que apoiam o governo a forma de se posicionar nas votações no Senado Federal.
A saída acontece em meio a uma investigação que mira o próprio senador. Segundo a reportagem, na semana passada Jacques Wagner foi um dos alvos de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, episódio que passou a pesar sobre a sua permanência na liderança.
As suspeitas levantadas pelas autoridades têm relação com a atuação parlamentar. Segundo a reportagem, a Polícia Federal apontou indícios para justificar a operação de busca e apreensão em endereços ligados a Jacques Wagner, com indícios de que ele atuaria em favor do Banco Master no Congresso Nacional.
O senador, no entanto, rejeita as acusações e apresenta uma versão oposta dos fatos. Segundo a reportagem, Jacques Wagner afirma que nunca atuou para favorecer o Banco Master e que, inclusive, chegou a agir de forma contrária a interesses da instituição, negando ter cometido qualquer irregularidade no caso.
A definição sobre o seu futuro no cargo estava prevista para esta quarta-feira. Segundo a reportagem, havia uma reunião marcada justamente para avaliar qual seria o futuro de Wagner na liderança, e a decisão tomada foi a de que seria melhor que ele deixasse o posto para poder se dedicar à defesa nesse caso relacionado ao Banco Master.
Com a saída confirmada, o foco passa a ser a recomposição do comando político no Senado. Segundo a reportagem, o senador comunicou a decisão e o governo deve anunciar nas próximas horas quem será o próximo líder no Senado, em uma articulação considerada importante para a relação do Executivo com a Casa.
