O governo federal anunciou uma nova linha de crédito destinada a quem trabalha sobre duas rodas para garantir o sustento. O programa foi desenhado para motofretistas, mototaxistas e também ciclistas, permitindo que esses trabalhadores financiem a compra de motos e bicicletas elétricas em condições facilitadas. A medida busca atender uma categoria que cresceu fortemente nos últimos anos com o avanço dos serviços de entrega e transporte por aplicativo.
Para participar, é necessário cumprir alguns requisitos definidos pelo programa. O trabalhador precisa ter carteira assinada há pelo menos seis meses ou, no caso de quem atua por aplicativo, possuir cadastro na plataforma há no mínimo seis meses e ter realizado pelo menos cem corridas ou entregas. Essas exigências funcionam como comprovação de vínculo e de atividade contínua na função.
As condições de pagamento foram pensadas para caber no orçamento dos profissionais. O financiamento pode ser quitado em até 48 meses, diluindo o valor ao longo de quatro anos. A linha de crédito vale para motos zero quilômetro do tipo flex, bicicletas elétricas de até mil watts e motos elétricas de até sete mil e quinhentos watts, abrangendo diferentes perfis de trabalho e de deslocamento.
As taxas de juros foram estabelecidas de forma diferenciada. Para os homens, a taxa será de 12,5% ao ano, enquanto para as mulheres ela será menor, fixada em 11,5% ao ano. O cadastro para aderir ao programa já está disponível, e o governo destacou que o site para inscrição é de fácil acesso aos interessados.
A operação e a fiscalização do crédito ficarão a cargo de duas instituições financeiras públicas. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal serão responsáveis por cuidar da formalização dos contratos, acompanhando todo o processo de concessão. A presença desses bancos busca dar segurança e estrutura à execução da política voltada aos trabalhadores.
No evento de lançamento, o presidente Lula afirmou que um dos principais objetivos da iniciativa é permitir que os trabalhadores construam um patrimônio próprio. Segundo ele, ao financiar um veículo, o trabalhador deixa de apenas gastar com aluguel e passa a investir em algo que será dele. Lula ressaltou que não se trata de uma dívida qualquer, mas de um bem que poderá ser vendido no futuro, caso o dono assim deseje.
Em sua fala, o presidente comparou a lógica do programa à diferença entre pagar aluguel e adquirir um bem. Ele mencionou que muitos trabalhadores passam o ano inteiro pagando valores como 1.300 reais de aluguel e, ao final, não ficam com nada em mãos. Para o governo, a linha de crédito representa uma forma de transformar o esforço diário desses profissionais em conquista patrimonial concreta.
