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Passagem subterrânea para fauna no aeroporto de Belo Horizonte reduz atropelamentos de animais em mais de 80%

Passagem subterrânea para fauna no aeroporto de Belo Horizonte reduz atropelamentos de animais em mais de 80%

Capivaras, tamanduás e até jaguatiricas passaram a usar um túnel subterrâneo para cruzar com segurança a rodovia que leva ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Desde 2023, os atropelamentos de animais silvestres caíram mais de 80%, e 16 espécies já foram identificadas usando a passagem.

Animais silvestres como capivaras, tamanduás e até jaguatiricas passaram a usar uma passagem subterrânea especial para atravessar com segurança uma rodovia movimentada que leva ao aeroporto de Belo Horizonte. Os resultados já estão aparecendo, com uma queda expressiva no número de atropelamentos envolvendo a fauna local.

As imagens vêm do sistema de monitoramento do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, que fica dentro de uma área de preservação ambiental. Os flagrantes mostram uma capivara passeando tranquilamente no meio da noite, um tamanduá seguindo o caminho sem pressa e até uma jaguatirica fazendo pose para a câmera.

Os registros foram feitos em um túnel subterrâneo construído justamente para que os animais pudessem cruzar a rodovia de forma segura. A estrutura tem 60 metros de comprimento e 2 metros de altura. Desde 2023, os atropelamentos envolvendo animais silvestres na região caíram mais de 80%.

Com uma rodovia cruzando o sítio aeroportuário, a passagem é considerada de fundamental importância para evitar esses atropelamentos e também para garantir a segurança dos motoristas. Um atropelamento envolvendo um animal pode gerar um incidente ou causar danos a quem trafega pela via.

O aeroporto é cercado por cerca de 300 hectares de vegetação nativa, em uma área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Até agora, 16 espécies já foram identificadas usando a passagem subterrânea, algumas delas ameaçadas de extinção, o que reforça a importância ambiental do local.

O monitoramento ajuda a proteger a fauna e, ao mesmo tempo, reduz o risco para quem circula pela rodovia e para as operações do terminal. Uma águia é um exemplo desse trabalho. Ela voava em uma área considerada crítica para a segurança dos voos e acabou sendo levada ao Centro de Manejo de Fauna do aeroporto.

No centro, a águia passou por avaliação e recebeu um equipamento de rastreamento, antes de ser devolvida à natureza e acompanhada pelos especialistas. Além da proteção à biodiversidade, esse tipo de trabalho evita que os animais se choquem com as aeronaves, o que poderia causar danos ou imprevistos durante os voos.

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