Uma nova pesquisa científica pode ajudar a prever e até a prevenir o câncer de pulmão. Os pesquisadores identificaram um conjunto de 14 proteínas que funciona como uma espécie de impressão digital biológica. Quando essa assinatura aparece no sangue, o risco de desenvolver a doença nos anos seguintes é maior. A descoberta abre caminho para identificar pessoas com maior risco antes do surgimento do tumor.
Para chegar a esse resultado, os cientistas trabalharam com um grande volume de dados. Eles analisaram mais de 48 mil amostras de sangue ao longo do estudo realizado. Esse material serviu de base para mapear o comportamento das proteínas identificadas. A quantidade de amostras deu robustez à pesquisa conduzida pela equipe.
O processamento de tantas informações exigiu o uso de recursos tecnológicos avançados. Os pesquisadores utilizaram ferramentas computacionais para acelerar a análise dos dados. Com isso, conseguiram cruzar as informações de forma mais rápida e detalhada. A tecnologia ajudou a tornar o estudo mais eficiente em suas conclusões.
As proteínas, no entanto, não foram analisadas de forma isolada pelos cientistas. Os dados foram combinados com outros fatores de risco já conhecidos da doença. Entre eles estão a idade, o tabagismo e o histórico de doenças pulmonares. A junção desses elementos tornou a previsão de risco mais precisa.
Segundo os pesquisadores, o novo método se mostrou superior às ferramentas atuais. As técnicas usadas hoje para prever o risco da doença teriam um desempenho inferior. O avanço, portanto, representa um passo importante no rastreamento do câncer de pulmão. A expectativa é que a descoberta amplie as possibilidades de prevenção da doença.
Um dos pesquisadores, Terry Pandya, destacou o potencial da descoberta. "Se conseguirmos identificar as pessoas com maior risco, poderemos encontrar formas de agir antes que a doença apareça", afirmou. Ele acrescentou que a equipe espera, um dia, prevenir o desenvolvimento do câncer. A fala reforça o objetivo de atuar de forma preventiva diante da doença.
Outro ponto considerado positivo é a forma como o exame seria realizado. Trata-se de um teste não invasivo, baseado em uma simples coleta de sangue. Esse formato facilita a realização do procedimento por parte dos pacientes. Além disso, a detecção precoce tende a tornar os tratamentos mais eficazes e mais baratos.
