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Pesquisa da Unesp usa bactérias para recuperar terras raras de lâmpadas fluorescentes

Pesquisa da Unesp usa bactérias para recuperar terras raras de lâmpadas fluorescentes

Pesquisadores do Instituto de Química da Unesp desenvolveram um processo que usa bactérias para recuperar terras raras de lâmpadas fluorescentes descartadas. A técnica recuperou quase totalmente o ítrio e o európio, com grau de pureza de até 96%, abrindo caminho para o reaproveitamento desses materiais estratégicos.

Mesmo depois de descartadas, as lâmpadas fluorescentes ainda guardam materiais de alto valor para a indústria e para a tecnologia. Uma pesquisa brasileira mostrou que é possível recuperar esses materiais, conhecidos como terras raras, a partir desse tipo de resíduo, transformando o que seria lixo em matéria-prima estratégica.

O processo se apoia no uso de bactérias capazes de extrair os metais contidos nas lâmpadas e reaproveitar materiais considerados estratégicos para a economia mundial. Segundo a explicação apresentada, esses microrganismos têm a capacidade natural de transformar um resíduo que contém enxofre em um ácido muito forte, o ácido sulfúrico.

É justamente essa produção do chamado ácido biogênico que permite a recuperação dos metais. O ácido gerado pelas bactérias é usado para promover a solubilização das terras raras presentes no resíduo, separando os elementos de valor do material descartado.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos metálicos, essenciais para a fabricação de tecnologias como smartphones e televisores. Apesar do nome, elas não são tão raras na natureza, e o Brasil é apontado como um dos países com a maior concentração desses elementos.

O desafio está na forma como esses elementos aparecem. Costumam estar presentes em baixas concentrações, o que torna a extração e a separação processos complexos e caros, e ajuda a explicar por que o reaproveitamento a partir de resíduos desperta tanto interesse.

O trabalho dos pesquisadores do Instituto de Química da Unesp mostrou que é possível recuperar quase totalmente alguns desses elementos presentes nas lâmpadas fluorescentes, com destaque para o ítrio e o európio, dois materiais de grande valor tecnológico.

De acordo com a pesquisa, o processo alcançou um grau de pureza de até 96%, resultado que abre caminho para o reaproveitamento desses materiais de alto valor. A técnica aponta para uma alternativa mais sustentável de obtenção de terras raras, ao recuperar elementos estratégicos a partir de um resíduo comum.

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