O Rio Paraopeba, na região metropolitana de Belo Horizonte, voltou a apresentar uma espuma densa. O fenômeno foi registrado nesta sexta-feira e reacendeu a preocupação da população da região.
Não se trata de uma imagem repetida. No fim do mês passado, o rio já havia sido contaminado por essa mesma espuma misteriosa, e agora o problema voltou a acontecer, justamente enquanto os órgãos ambientais ainda buscavam respostas para a primeira aparição.
As novas espumas foram registradas no encontro dos rios São Joaquim e Paraopeba. De acordo com as informações, os registros foram feitos entre os municípios de Betim e Juatuba.
Para tentar esclarecer a origem do fenômeno, foram coletadas amostras da água dos rios Betim e Paraopeba, além de amostras das estações de tratamento sanitário e de empresas que estão no entorno, entre elas uma garagem de ônibus, um frigorífico e uma empresa de produtos químicos.
O objetivo das análises é saber de onde saiu o produto que causou o aparecimento da espuma densa. A suspeita é de que tenha havido um descarte irregular de substâncias no rio.
As autoridades alertam ainda para os riscos à saúde. Crianças e outras pessoas que entrem em contato com a água, ao nadar, por exemplo, podem ter problemas gastrointestinais.
Pela legislação ambiental brasileira, lançar substâncias poluentes em rios é proibido e pode ser considerado crime ambiental. Os responsáveis podem ser multados, obrigados a reparar os danos e até responder criminalmente, mesmo sem registro de morte de peixes ou outros animais.
