O basquete brasileiro ganhou um marco histórico com o anúncio de Thiago Splitter como novo técnico do Chicago Bulls. A escolha coloca um nome do Brasil no comando de uma das franquias mais conhecidas do esporte nos Estados Unidos e foi recebida como uma grande conquista para o país.
Aos 41 anos de idade, o ex-pivô assume agora um posto de enorme visibilidade. Splitter passa a ser o 25º treinador da história do Chicago Bulls, integrando a lista de comandantes de um clube que figura entre os maiores e mais tradicionais do basquete norte-americano.
O peso do cargo é reforçado pela própria identidade da franquia. O Bulls é lembrado mundialmente como o time que teve Michael Jordan em quadra, o que dá uma dimensão simbólica ainda maior à responsabilidade que passa a recair sobre o treinador brasileiro.
O ponto que transforma a contratação em fato histórico é o ineditismo. Splitter se torna o primeiro brasileiro e também o primeiro latino-americano a assumir de forma permanente o comando de uma equipe da NBA, abrindo um caminho que até então nenhum profissional da região havia trilhado em caráter efetivo.
A chegada ao cargo não veio de uma hora para outra. Na última temporada, Splitter já havia comandado uma equipe da liga, atuando de forma interina à frente do Portland Trail Blazers, experiência que antecedeu agora a oportunidade de assumir um time em definitivo.
O momento também reforça a presença brasileira na NBA em diferentes funções. Enquanto Splitter passa a ocupar o banco do Chicago Bulls, o jogador Gui Santos vem se destacando dentro de quadra pelo Golden State Warriors, sinal de que o país marca presença tanto entre atletas quanto agora no comando técnico.
Com o anúncio, a expectativa se volta para o trabalho que Splitter desenvolverá à frente do Bulls e para o que sua trajetória pode representar. A torcida brasileira passa a acompanhar de perto um compatriota levando o nome e a técnica do basquete do país para o mais alto nível da liga norte-americana.
