Câmeras de última geração instaladas nas estradas estão cada vez mais precisas, a ponto de identificar infrações de trânsito como a falta do cinto de segurança ou o uso indevido do celular ao volante. A tecnologia é apoiada por inteligência artificial, que faz a leitura das imagens em alta resolução.
Um exemplo do alcance dessa fiscalização apareceu na rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Ali, as câmeras de segurança de alta resolução flagraram quase mil irregularidades em apenas 72 horas, um volume que evidencia a frequência dessas condutas de risco.
O detalhamento dos números ajuda a dimensionar o problema. Do total registrado, 390 passageiros e 291 motoristas estavam sem o cinto de segurança, enquanto outros 295 apareceram usando o celular ao volante, justamente as infrações que mais contribuem para acidentes.
Apesar de a detecção inicial ser feita pela inteligência artificial, a decisão final continua nas mãos de uma pessoa. Cada registro passa por uma validação visual, na qual um policial rodoviário amplia a imagem, confirma se a informação trazida pela tecnologia está correta e decide se é o caso de aplicar a multa.
As condutas flagradas representam riscos graves. Segundo as informações apresentadas, olhar para o celular, mesmo que rapidamente, aumenta em até 400 por cento a chance de se envolver em um acidente, e o risco pode ser até 23 vezes maior quando o motorista decide responder a uma mensagem.
A proposta é ampliar o uso da ferramenta. A ideia é que o projeto seja expandido, com todas as concessionárias do grupo passando a contar com a tecnologia, num esforço para intensificar a fiscalização e reduzir o número de acidentes nas rodovias.
