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Afastamentos do trabalho por violencia domestica contra mulheres quadruplicam em cinco anos

Afastamentos do trabalho por violencia domestica contra mulheres quadruplicam em cinco anos

O numero de mulheres que se afastaram do trabalho porque foram agredidas pelo parceiro aumentou quatro vezes nos ultimos cinco anos, segundo a reportagem. Dados do Ministerio da Previdencia mostram que os afastamentos por agressoes a mulheres saltaram de 22 casos em 2021 para 91 em 2025, um aumento de mais de 300%, e quase 88% dos casos estao relacionados a agressoes fisicas. Um levantamento obtido com exclusividade pelo Jornal da Record indica que o tempo medio de afastamento por violencia contra a mulher dobrou em um ano. Com atestado medico que comprove lesao fisica ou psiquica, a mulher consegue o afastamento temporario, e a Lei Maria da Penha preve o afastamento em caso de risco de vida. Especialistas afirmam que o problema afeta tambem a carreira, a renda e a rotina de trabalho das vitimas.

A violencia domestica esta se refletindo cada vez mais no mundo do trabalho no Brasil. Segundo a reportagem, o numero de mulheres que se afastaram do trabalho porque foram agredidas pelo parceiro aumentou quatro vezes nos ultimos cinco anos. O dado mostra como a agressao dentro de casa acaba tendo consequencias tambem no emprego das vitimas.

Os numeros oficiais dao a dimensao desse crescimento. De acordo com a reportagem, dados do Ministerio da Previdencia mostram que os afastamentos por agressoes a mulheres saltaram de 22 casos em 2021 para 91 em 2025, um aumento de mais de 300%. A escalada foi registrada em um intervalo de apenas alguns anos.

O tipo de agressao por tras desses afastamentos tambem foi detalhado. Segundo a reportagem, quase 88% dos casos estao relacionados a agressoes fisicas. A predominancia da violencia fisica ajuda a explicar por que as vitimas precisam se ausentar do trabalho para se recuperar.

Alem do numero de casos, o tempo fora do trabalho vem crescendo. De acordo com a reportagem, um levantamento obtido com exclusividade pelo Jornal da Record mostra que o tempo medio de afastamento do servico por violencia contra a mulher dobrou em um ano. Isso indica que, alem de mais frequentes, os afastamentos estao mais longos.

Ha regras que amparam a trabalhadora nessas situacoes. Segundo a reportagem, a mulher que tem um atestado medico que comprove alguma lesao fisica ou psiquica consegue o afastamento temporario. A Lei Maria da Penha preve tambem o afastamento da mulher em caso de risco de vida, oferecendo uma protecao legal ligada ao vinculo de trabalho.

Especialistas ouvidos na reportagem destacam o alcance do problema. De acordo com o material, foi afirmado que nao se trata apenas de um problema criminal e de seguranca publica, mas tambem da familia, da saude, do trabalho e dos direitos humanos. A avaliacao e de que a violencia domestica nao deixa marcas apenas nas vitimas, mas afeta a carreira, a renda e a rotina de trabalho.

O levantamento tambem aponta um caminho para as empresas. Segundo a reportagem, os dados foram obtidos a partir de uma plataforma que reune mais de 75 mil empresas e 4 milhoes de trabalhadores em todo o pais. A recomendacao e que as empresas se preparem para acolher essa mulher e criem ferramentas para que ela tenha coragem de continuar notificando casos de violencia.

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