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Nordeste concentra mais mortes violentas em 2025, aponta anuario

Nordeste concentra mais mortes violentas em 2025, aponta anuario

O Anuario Brasileiro de Seguranca Publica, divulgado nesta quinta-feira, aponta o Nordeste como a regiao que mais concentrou mortes violentas no pais em 2025. Apesar dos numeros regionais alarmantes, o documento mostra que o Brasil atingiu o menor patamar de mortes desde o inicio da divulgacao, em 2012. O estado do Amapa teve a maior taxa e Santa Catarina a menor.

O Nordeste foi a regiao que mais concentrou mortes violentas no Brasil em 2025, segundo dados do Anuario Brasileiro de Seguranca Publica, divulgado nesta quinta-feira. O documento, produzido pelo Forum Brasileiro de Seguranca Publica, traz um balanco da criminalidade no pais e expoe fortes diferencas entre os estados, ao mesmo tempo em que aponta um movimento nacional de queda no numero de mortes.

Segundo o levantamento, os obitos violentos sao calculados pela soma de diferentes ocorrencias. Entram nessa conta os homicidios dolosos, os latrocinios, as lesoes corporais seguidas de morte, alem das mortes decorrentes de intervencoes policiais e dos policiais mortos em crimes. E a partir desse conjunto de dados que o anuario monta o retrato das mortes violentas em cada parte do territorio.

Os numeros mostram uma concentracao no Norte e no Nordeste. Tres estados nordestinos tiveram as maiores taxas de mortes violentas intencionais proporcionais aos habitantes, entre eles o Ceara, com 34,7, e Alagoas, com 33,1. O estado com a maior taxa registrada no ano passado, no entanto, foi o Amapa, na regiao Norte, com 42,5 mortes a cada 100 mil habitantes. Ja o estado com o menor indice foi Santa Catarina, com 7,6.

No recorte por municipios, um dado chamou a atencao dos pesquisadores. A cidade de Maranguape, no Ceara, apareceu com uma taxa de 100,3 mortes a cada 100 mil habitantes, um patamar muito acima da media nacional e que ajuda a ilustrar como a violencia se distribui de forma desigual mesmo dentro de uma unica regiao do pais.

Apesar dos numeros regionais alarmantes, o anuario revela que o pais, no conjunto, teve uma reducao de mortes. Os registros alcancaram o menor patamar desde o inicio da divulgacao do documento, em 2012. Em 2025, a taxa de mortes por 100 mil habitantes no Brasil foi de 19,1, uma reducao de 8,2% em relacao a 2024, quando o indice havia sido de 20,6.

Para analisar os dados, o presidente do Instituto Brasileiro de Seguranca Publica, Azor Lopes, destacou que os indicadores parecem refletir muito mais a desigualdade regional do que outros fatores. Ele lembrou que o Brasil e um pais de dimensoes continentais e muito desiguais, e que a diferenca tao acentuada em relacao aos estados do Sul e do Sudeste esta ligada a vulnerabilidade socioeconomica das populacoes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O anuario tambem identificou um aumento nos casos de feminicidio, associado, segundo o analista, a uma relacao ainda marcada por machismo e pela dependencia socioeconomica da mulher em relacao ao homem, sobretudo em comunidades mais carentes. Azor Lopes ponderou que as leis do pais sao firmes no combate a esses crimes e que as policias tem boa taxa de elucidacao, mas que falta apoio e estrutura de assistencia social para as populacoes mais vulneraveis.

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