As festas juninas, tradicionais no Nordeste, deixaram um rastro de acidentes na Bahia neste período. Segundo a reportagem, o estado registrou uma série de ocorrências ligadas a fogos clandestinos durante o feriado junino, um cenário que as autoridades de saúde classificam como o lado trágico das celebrações.
Os números reunidos pela área de saúde mostram a dimensão do problema. Segundo a reportagem, com base na Secretaria Estadual da Saúde, foram quase 60 ocorrências envolvendo explosões e queimaduras por bombas e espadas, das quais 33 casos aconteceram apenas nas últimas 24 horas, um ritmo elevado de atendimentos em pouco tempo.
O balanço detalha os diferentes tipos de acidentes registrados. Segundo a reportagem, foram 34 ocorrências de explosões, 20 de queimaduras diversas e 3 casos de guerra de espadas, um artefato típico das festas que continua provocando ferimentos mesmo sendo alvo de proibição.
O episódio mais grave teve desfecho fatal. Segundo a reportagem, uma pessoa morreu, no que é apontado como o lado trágico do feriado junino que acontece em boa parte do Nordeste, reforçando o alerta das autoridades sobre os riscos do uso desses artefatos.
Entre os feridos, um caso chamou a atenção pela vulnerabilidade da vítima. Segundo a reportagem, uma criança de dois anos teve queimaduras e precisou ser socorrida pelo SAMU após ser atingida por um artefato que invadiu a casa da família, mostrando como o perigo pode alcançar pessoas que estavam dentro de casa.
A prática que motiva parte desses acidentes já é proibida no estado há anos. Segundo a reportagem, na Bahia a guerra de espadas é proibida desde 2011, porque a Justiça entende que o artefato oferece riscos à saúde das pessoas e também danifica o patrimônio público, e quem descumpre a lei pode pegar pena de até seis anos de prisão.
