A missão humanitária de socorristas brasileiros enviada à Venezuela, atingida por terremotos, começou a chegar ao fim com o retorno de parte das equipes ao Brasil. Segundo o relato, os primeiros grupos deixam o país vizinho depois de dias de atuação em meio aos escombros, encerrando uma operação marcada pela dificuldade das condições de trabalho no local.
De acordo com o relato, os 80 socorristas que voltam estão divididos entre equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e técnicos da Anatel. Esse grupo retorna para Brasília, encerrando a sua parte da missão, enquanto o restante do contingente brasileiro segue trabalhando no território venezuelano.
Os técnicos da Anatel tiveram um papel específico dentro da operação. Segundo o relato, eles faziam o trabalho de tentativa de localização de sinal de celular para facilitar o andamento das buscas, uma tarefa que ajudava as equipes de resgate a orientar os esforços na procura por vítimas e possíveis sobreviventes sob os destroços.
O deslocamento de volta seguiu uma logística definida. De acordo com o relato, a saída estava prevista a partir do Porto de Maiquetía no início da tarde no horário local, com previsão de pouso na capital brasileira por volta do fim da tarde, após a longa viagem de retorno desde a zona atingida pelo desastre.
Entre os militares brasileiros que atuaram na Venezuela está o tenente-coronel Walter das Chagas, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Segundo o relato, ele participou dos trabalhos no país vizinho em uma missão da ONU e falou sobre a dificuldade de atuar naquele cenário, sobretudo pelas condições enfrentadas pelas equipes durante a operação.
Nem toda a missão brasileira, porém, deixou o país neste momento. De acordo com o relato, outra parte do contingente permanece na Venezuela, seguindo com os trabalhos de resgate e sem descartar a possibilidade de encontrar pessoas com vida, aproveitando a janela em que ainda existe a chance de localizar sobreviventes.
Além das buscas, a presença brasileira incluiu apoio médico no local. Segundo o relato, parte da missão é responsável por um hospital de campanha montado para atender as vítimas, e as equipes contaram com o reforço de cães farejadores, considerados fundamentais para direcionar as buscas por pessoas soterradas.
