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Bruna, de 26 anos, foi resgatada por pescadores a 16 quilometros da costa entre Ilhabela e Caraguatatuba apos passar 42 horas boiando em alto mar. Ela chegou ao hospital com desidratacao grave e hipotermia. Seu amigo Pereira Bernardino continua desaparecido. O acidente ocorreu quando os dois andavam de moto aquatica sem habilitacao.
Uma jovem de 26 anos chamada Bruna protagonizou uma historia de sobrevivencia extraordinaria ao ser resgatada por pescadores apos passar 42 horas boiando a deriva em alto mar, no litoral norte de Sao Paulo. Ela foi encontrada a cerca de 16 quilometros da costa, entre os municipios de Ilhabela e Caraguatatuba, em condicoes criticas mas consciente e determinada a sobreviver.
Bruna chegou ao hospital com quadro de desidratacao grave e hipotermia, consequencias diretas da longa exposicao ao mar aberto. Os medicos informaram que os exames laboratoriais sao satisfatorios e compativeis com o quadro da paciente, mas a jovem ainda nao tem previsao de alta. Em um video gravado no hospital, Bruna tranquilizou familiares e amigos com voz bastante rouca, dizendo que esta melhorando apesar das dores no corpo e na garganta.
O acidente ocorreu quando Bruna e seu amigo Pereira Bernardino andavam de moto aquatica no domingo. Investigadores ja apuraram que nenhum dos dois possuia habilitacao para conduzir a embarcacao. A moto aquatica provavelmente parou em alto mar devido a uma pane seca ou problema tecnico, e com o passar do tempo acabou submergindo. Enquanto Bruna conseguiu se manter a tona, seu amigo continua desaparecido.
As buscas por Pereira Bernardino prosseguem com seis embarcacoes, sendo tres da Marinha do Brasil e tres do Corpo de Bombeiros, alem do apoio de dois helicopteros. Hoje, os bombeiros localizaram um colete salva-vidas igual ao usado pelo rapaz, aumentando as preocupacoes sobre seu destino. A pericia na moto aquatica ja foi realizada e o proprietario do equipamento foi intimado para prestar depoimento. Um inquerito policial foi aberto para apurar todas as circunstancias do acidente.
Durante as longas horas em que esteve sozinha no mar, Bruna repetia para si mesma que nao iria morrer. Segundo relatos de familiares, a imagem de sua filha vinha constantemente a sua mente, dando-lhe forca para continuar lutando pela sobrevivencia. A historia de Bruna emocionou o Brasil e serviu como alerta sobre os riscos de operar embarcacoes sem a devida habilitacao e equipamentos de seguranca adequados. Bruna so pode receber visitas de familiares e amigos proximos, e os medicos ainda nao liberaram que ela preste depoimento a policia.