Um caso de violência doméstica com desfecho trágico chocou a cidade de Campos. A advogada Bárbara Damião, de 41 anos, foi morta a tiros no fim da tarde de ontem, quando já estava bem próxima da residência em que morava. O crime aconteceu quase no início da noite, a poucos metros da casa da vítima, e mobilizou as autoridades locais.
De acordo com informações da Polícia Militar, Bárbara foi abordada pelo ex-marido, identificado como Rogério Conceição, de 44 anos. O casal estava separado havia alguns meses, e a aproximação dele naquele momento antecedeu diretamente os disparos que tiraram a vida da advogada perto de sua própria casa.
Segundo a linha de apuração da polícia, Rogério teria chamado Bárbara para mais uma conversa, na tentativa de reatar o relacionamento. Assim como vinha acontecendo nos últimos meses, a advogada teria dado uma resposta negativa ao ex-companheiro. Foi após essa recusa que ele teria atirado contra ela.
Bárbara morreu a poucos metros da casa onde vivia com a mãe e os dois filhos, um de 10 e outro de 12 anos. A proximidade do crime com o lar da vítima acrescentou ainda mais dor ao episódio, que deixou a família em estado de profundo abalo e uma rotina familiar destruída de forma abrupta.
Depois do assassinato, Rogério Conceição foi encontrado morto na casa em que estava morando, em outro bairro da cidade. Diante desse quadro, a delegacia do centro de Campos, responsável pela investigação, divulgou uma nota informando que a principal linha de apuração é a de feminicídio seguido de suicídio.
Familiares de Bárbara, muito abalados, preferiram não gravar entrevista, mas relataram sua percepção sobre o que teria agravado a situação. Segundo eles, o clima piorou depois que a advogada registrou um boletim de ocorrência contra Rogério e conseguiu uma medida protetiva. Para os parentes, o ex-marido teria dado uma espécie de ultimato à vítima diante da separação.
Os corpos de Bárbara e de Rogério foram liberados pelo Instituto Médico Legal de Campos. De acordo com a família, os sepultamentos serão realizados em horários diferentes, justamente para evitar constrangimentos diante das circunstâncias do caso. A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do que a polícia trata como um feminicídio seguido de suicídio.
