Um caso de violência contra a mulher voltou ao centro das atenções depois que o influenciador conhecido como Cartolouco se tornou réu em um processo movido por uma ex-namorada. A decisão transforma as acusações contra a figura pública em uma ação formal na Justiça, dando início a uma etapa em que os fatos passarão a ser examinados por um juiz, e não mais apenas debatidos nas redes sociais.
As acusações que pesam sobre ele envolvem mais de um tipo de violência. Segundo o relato, o influenciador se tornou réu por violência psicológica e por contravenção de vias de fato, que ocorre quando a violência física não chega a deixar marcas ou lesões visíveis, mas ainda assim configura uma agressão do ponto de vista legal.
O comportamento atribuído a ele foi descrito de forma dura pela acusação. Segundo o relato, Cartolouco é apontado como agressivo e controlador, e essa postura se agravava depois do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, um padrão que, de acordo com a denúncia, marcava a relação e ajudava a explicar o clima de medo vivido pela ex-namorada.
Do outro lado, a defesa rejeita por completo as acusações. Segundo o relato, os advogados de Cartolouco negam as acusações e afirmam que ele colabora com a investigação, sinalizando que pretende contestar os fatos ao longo do processo e apresentar sua versão diante da Justiça à medida que a ação avança.
O caso pode ganhar novos contornos com o relato de outras mulheres. Segundo o relato, outras duas ex-namoradas contaram ter vivido situações semelhantes e podem se tornar testemunhas de acusação, o que ampliaria o alcance do processo e traria ao caso outras vozes que dizem ter passado por experiências parecidas com o mesmo influenciador.
Uma dessas mulheres decidiu falar publicamente sobre o que viveu. Segundo o relato, uma das ex-namoradas se manifestou nas redes sociais e afirmou que, por um tempo, chegou a pensar que fosse morrer, um depoimento que dá dimensão ao medo relatado por quem afirma ter convivido com esse tipo de relacionamento.
O episódio também expõe uma barreira comum nesse tipo de denúncia. Segundo o relato, a vítima de violência costuma ter medo de denunciar, e esse receio é ainda maior na violência psicológica, em que muitas mulheres sentem que não têm como provar o que sofreram, uma dificuldade que costuma retardar ou impedir que casos como esse cheguem à Justiça.
