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O perito Luiz Carlos Leal Prestes, que participou das investigações do caso Riborel no Rio de Janeiro, afirmou durante depoimento que as lesões encontradas no corpo do menino são incompatíveis com acidente doméstico ou massagem cardíaca, como alegado pela defesa.
O julgamento do caso Riborel, no Rio de Janeiro, avançou nesta semana com depoimentos cruciais que podem ser determinantes para o desfecho do processo. O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes, que participou diretamente das investigações, prestou declarações contundentes ao tribunal sobre as circunstâncias da morte da criança envolvida no caso.
Durante seu depoimento, Prestes afirmou categoricamente que a morte do menino foi sofrida e lenta, contradizendo frontalmente a versão apresentada pelos réus. O especialista detalhou que a gravidade e a natureza das lesões encontradas no corpo da criança são absolutamente incompatíveis com um acidente doméstico, como inicialmente alegado pela defesa dos acusados.
O perito também descartou a hipótese levantada pelos réus de que as marcas encontradas no corpo da criança teriam sido causadas por uma tentativa de massagem cardíaca. Segundo Prestes, os exames realizados demonstram claramente que o padrão das lesões não corresponde a procedimentos de reanimação, indicando uma dinâmica completamente diferente daquela descrita pelos acusados.
As declarações do perito representam um golpe significativo na estratégia de defesa dos réus, que desde o início das investigações tentaram atribuir a morte da criança a causas acidentais. A análise técnica e detalhada apresentada por Prestes reforça as evidências já reunidas pela promotoria ao longo do inquérito policial e da instrução processual.
O caso Riborel tem gerado grande comoção pública no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, mobilizando organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente. O julgamento prossegue com a oitiva de outras testemunhas e especialistas, enquanto a sociedade aguarda ansiosamente pela decisão judicial que definirá a responsabilização dos acusados pela morte do menino.