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Um dos líderes do PCC, conhecido como Palermo, foi preso na Bolívia com apoio da polícia boliviana. Condenado a mais de 125 anos de prisão por sequestro de um Boeing 737 e tráfico internacional de drogas, ele havia fugido do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A expectativa é que seja extraditado ainda esta semana.
Um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital foi preso na Bolívia nesta terça-feira, em uma operação que contou com o apoio da polícia boliviana. Conhecido como Palermo, o criminoso era um dos foragidos mais procurados do Brasil e acumulava condenações que somam mais de 125 anos de prisão por crimes graves, incluindo sequestro e tráfico internacional de drogas.
Em agosto de 2000, Palermo participou de um dos crimes mais audaciosos da história criminal brasileira: o sequestro de um Boeing 737 da companhia aérea VASP. O avião partiu do aeroporto internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem. A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil contendo cerca de 5,5 milhões de reais.
Pelo sequestro do avião, Palermo foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão. Essa pena se soma aos 59 anos por tráfico internacional de drogas, após ter sido apontado como chefe de um esquema que transportava cocaína da Bolívia para o Brasil. Em 2017, uma operação policial que mirou o grupo criminoso apreendeu 810 quilos de cocaína.
Após as condenações, Palermo foi transferido para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, onde deveria cumprir pena em regime fechado. No entanto, conseguiu fugir da unidade prisional e permaneceu foragido até ser localizado na Bolívia pelas autoridades brasileiras e bolivianas trabalhando em conjunto.
A expectativa das autoridades é que Palermo seja extraditado para o Brasil ainda esta semana para voltar a cumprir suas penas. A prisão do líder do PCC representa um importante golpe contra o crime organizado e reforça a cooperação internacional entre Brasil e Bolívia no combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas que operam na região de fronteira entre os dois países.