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Coreia do Sul reduz zona restrita junto à fronteira norte

Coreia do Sul reduz zona restrita junto à fronteira norte

A Coreia do Sul decidiu dar mais liberdade de acesso aos moradores que vivem perto da fronteira com a Coreia do Norte. O ministro da Defesa afirmou que a linha restrita, hoje a cerca de 10 quilômetros da demarcação militar, será movida para perto de 6 quilômetros.

A Coreia do Sul decidiu dar mais liberdade de acesso aos moradores que vivem nas proximidades da fronteira com a Coreia do Norte. A medida afeta uma faixa de terra que até agora permanecia sob forte restrição, em uma das regiões mais sensíveis do país, ao longo da divisa entre as duas Coreias.

Atualmente, a área restrita se estende por cerca de 10 quilômetros ao sul da linha de demarcação militar. Essa fronteira foi estabelecida após a Guerra da Coreia e marca, há décadas, a separação entre o território sul-coreano e o norte-coreano, funcionando como uma zona de segurança rigidamente controlada.

Segundo o anúncio, o ministro da Defesa da Coreia do Sul afirmou que a linha será movida para cerca de 6 quilômetros. Com isso, parte da área que antes era de acesso limitado passa a ficar mais aberta aos moradores, reduzindo a extensão da zona em que as restrições continuam valendo.

O ministro afirmou que a mudança atende a um pedido antigo dos moradores da região. De acordo com ele, a flexibilização só foi possível graças à melhoria da prontidão de defesa do país, o que permitiu rever as regras sem que isso significasse abrir mão da segurança na fronteira.

As regulamentações das instalações militares na área também foram levadas em conta na decisão. A avaliação foi de que a alteração pode ser feita sem comprometer a missão principal das forças armadas nem a sua prontidão, mantendo a capacidade de resposta em uma região de elevada tensão.

Cerca de 20 mil pessoas vivem dentro da zona restrita, nas proximidades da fronteira com a Coreia do Norte. Além dos que residem no local, outros moradores entram na área para atividades agrícolas ou a trabalho, o que torna o acesso um tema de impacto direto no dia a dia da população.

Com a decisão, a Coreia do Sul se junta a outros países que adotaram medidas semelhantes em relação a áreas de fronteira anteriormente sujeitas a forte controle. A revisão da zona restrita aparece, assim, como parte de um esforço para conciliar as exigências de segurança com as demandas de quem vive e trabalha perto da divisa.

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