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Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025

Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025

Os cubanos passaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos. Segundo o Observatório das Migrações Internacionais, as solicitações cresceram, com forte concentração na região Norte do país.

Os cubanos passaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos, que ocupavam o topo desse ranking havia bastante tempo. A mudança aparece nos dados divulgados pelo Observatório das Migrações Internacionais e ajuda a desenhar um novo retrato de quem busca proteção no país.

No total, as solicitações de refúgio aumentaram 11% em relação a 2024. Entre as pessoas que tiveram o pedido reconhecido, pouco mais de 9 mil foram oficialmente consideradas refugiadas. Os números reforçam a tendência de crescimento na procura pelo Brasil como destino de quem deixa o próprio país em busca de melhores condições.

Quando o recorte é por nacionalidade, os cubanos aparecem na liderança com 41.919 pedidos, perto de 42 mil. Em seguida vêm os venezuelanos, com 21.233 solicitações, e os marroquinos, com 888. O avanço dos cubanos foi expressivo: as solicitações desse grupo saltaram cerca de 88%, passando de 22.288 em 2024 para algo em torno de 42 mil em 2025.

O salto entre os cubanos está ligado ao agravamento da crise na ilha. Com a queda no fornecimento de petróleo que vinha da Venezuela, em um cenário marcado pela prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, a situação energética de Cuba ficou ainda mais delicada, com apagões frequentes que pressionam a população a deixar o país.

A entrada desses pedidos se concentra de forma desigual pelo território brasileiro. A região Norte responde por 52,4% das solicitações, à frente do Sudeste, com 29,2%, e do Sul, com 13,3%. O Centro-Oeste soma 3% e o Nordeste cerca de 2%, o que mostra o peso das fronteiras do Norte na chegada dessas pessoas.

No detalhe por estado, Roraima concentra 16.166 solicitações, seguido por São Paulo, com 9.290, e pelo Amapá, com 6.372. A posição de Roraima reflete sua localização geográfica, que faz do estado uma das principais portas de entrada para quem busca refúgio vindo de países vizinhos e de outras nações.

O perfil dos solicitantes também chama a atenção. Os homens são a maioria, com 55,9% do total, e grande parte deles é formada por cubanos. Já entre as mulheres, a maior parcela é de venezuelanas, que representam 44%. Em muitos casos, mulheres chegam acompanhadas dos filhos, o que aumenta o desafio de acolher essas famílias com dignidade.

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