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Danubia Rangel e detida sem mandado e liberada apos depoimento

Danubia Rangel e detida sem mandado e liberada apos depoimento

Danubia Rangel, condenada a nove anos por lavagem de dinheiro, foi detida pela Policia Militar na Barra da Tijuca sem mandado de prisao. Ela tinha quinze dias para se apresentar. Apos o depoimento, o delegado concordou que ela volte para casa ate o fim do prazo. A filha de dez meses tem sindrome de Down.

Danúbia Rangel, condenada a nove anos de prisão por lavagem de dinheiro, foi detida pela Polícia Militar na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, mesmo sem que houvesse um mandado de prisão em aberto contra ela. Pela decisão da Justiça, ela tinha um prazo de quinze dias para se apresentar e retornar ao sistema prisional, e esse prazo ainda não havia terminado. Ainda assim, os policiais militares a abordaram na rua e a levaram para a delegacia, dando início a um episódio confuso que se arrastou ao longo da manhã.

No momento da abordagem, Danúbia estava acompanhada da filha de dez meses, dos advogados e do companheiro. A movimentação provocou confusão na região, e o trânsito chegou a ficar parado na Barra da Tijuca. Segundo o relato, ela ficou bastante nervosa com a forma como a Polícia Militar conduziu a ação, o que tornou o episódio tenso para todos os envolvidos, sobretudo pela presença de uma criança pequena no meio da operação.

Já na chegada à 16ª DP, Danúbia reclamou da atuação dos agentes e afirmou que os policiais teriam apontado um fuzil em direção à sua filha durante a abordagem. O advogado dela sustentou que não havia mandado de prisão e que, por isso, não seria necessário levá-la até a delegacia, bastando que ela se apresentasse à Justiça para cumprir a decisão. Mesmo assim, os militares mantiveram a conduta e a conduziram à unidade, sem apresentar de imediato uma explicação para a abordagem.

Um ponto central explica por que Danúbia vinha cumprindo prisão domiciliar. A filha dela, de dez meses, tem síndrome de Down e precisa de cuidados especiais, acompanhamento médico e terapias, além de ainda ser amamentada. Foi diante dessa situação que a Justiça havia concedido o benefício para que a mãe permanecesse em casa ao lado da criança, preservando os cuidados necessários ao desenvolvimento do bebê.

O quadro mudou quando o Ministério Público recorreu da decisão que havia autorizado a prisão domiciliar. A Justiça acolheu o recurso e revogou o benefício, determinando que Danúbia voltasse ao sistema prisional. Com isso, ela passou a ter o prazo de quinze dias para se apresentar, período que ainda corria normalmente no momento em que foi abordada pela Polícia Militar na rua.

Na delegacia, Danúbia prestou depoimento e, ao final, o delegado concordou com o argumento dos advogados de que ela poderia retornar para casa. A liberação, no entanto, vale no máximo até o fim do prazo de quinze dias, quando ela deverá voltar ao sistema prisional, provavelmente para uma unidade que permita a permanência da bebê ao seu lado. Após a conversa com o delegado, o carro deixou a delegacia rapidamente em direção ao centro do Rio.

Danúbia Rangel é apontada como ex-mulher de um traficante conhecido como Nem da Rocinha e já acumula um histórico com a Justiça, tendo sido presa outras vezes. A sua última condenação foi por lavagem de dinheiro, e ela chegou a ser presa ainda na maternidade, logo após dar à luz. Os advogados informaram que entraram com um pedido de habeas corpus para que ela possa permanecer em casa, sem prazo definido por se tratar de um processo demorado, enquanto ainda aguardam um posicionamento oficial da Polícia Militar sobre o motivo da abordagem sem mandado.

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