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Debora Torques, gerente de banco, e denunciada por furto a clientes

Debora Torques, gerente de banco, e denunciada por furto a clientes

Debora Torques, que trabalhou quase 22 anos como gerente de relacionamento de um banco, foi denunciada pelo Ministerio Publico por furto qualificado mediante fraude e abuso de confianca. O esquema retirou dinheiro de contas de clientes e veio a tona quando uma cliente ficou sem saldo. Ela foi demitida por justa causa e responde em liberdade.

Débora Torques, que trabalhou como gerente de relacionamento de um banco por quase 22 anos, foi denunciada pelo Ministério Público por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança. A denúncia veio depois de um esquema que retirou dinheiro das contas de clientes que ela atendia. Apesar de já ter sido demitida por justa causa, ela responde ao processo em liberdade, e a acusação será agora analisada pela Justiça.

O cargo que Débora ocupava no banco era a peça central do caso. Como gerente de relacionamento, ela tinha amplo acesso a centenas de contas, já que cada gerente cuida de uma carteira de clientes. No caso dela, a carteira reunia os clientes mais abastados, de renda mais alta, e por isso era formada por um número reduzido de pessoas, o que lhe dava um contato próximo com contas de grande movimentação.

O esquema começou a vir à tona quando uma cliente se deparou com a própria conta sem saldo para pagar um simples boleto. A partir desse episódio, o banco passou a abrir processos internos para averiguar se havia outros casos semelhantes. A investigação interna foi o ponto de partida para entender a real dimensão do que estava acontecendo dentro da carteira administrada por Débora.

Conforme o banco apurava cada situação, os registros apontavam sempre para o mesmo elemento. Em todo o processo que foi investigado, constava a chave funcional de Débora, o código que identifica internamente cada funcionário. Esse rastro digital ligou diretamente a gerente às movimentações questionadas nas contas dos clientes que estavam sob a sua responsabilidade.

A trajetória dela no banco mudou de forma abrupta. Débora saiu de férias por volta da metade de janeiro e, quando retornou, já voltou afastada das suas funções. Pouco depois, foi demitida por justa causa, encerrando uma relação de quase 22 anos com a empresa. A saída ocorreu justamente no momento em que a instituição fechava o cerco em torno das irregularidades encontradas.

Um dos pontos que mais chamou atenção foi o destino do dinheiro. Segundo o relato, o valor nunca foi devolvido por Débora. Diante disso, o próprio banco entrou em contato com as pessoas afetadas e fez o processo de devolução nas contas, para que os clientes não ficassem com prejuízo. A instituição assumiu a reposição dos valores enquanto buscava recuperar os recursos desviados.

Depois de ser demitida, Débora passou a trabalhar com a venda de imóveis, primeiro em Curitiba e depois em Colombo, na região metropolitana, seguindo a vida normalmente. Até o momento, ela não precisou devolver nenhum valor por conta própria. Recentemente, o Ministério Público a denunciou por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, e a denúncia será analisada pela Justiça. Procurada, Débora não quis falar com a equipe de reportagem.

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