A defesa de Jair Bolsonaro confirmou ao Supremo Tribunal Federal que a arma apreendida com um sargento pertence ao ex-presidente. A resposta foi enviada depois que o ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 24 horas para que os advogados se manifestassem. Com isso, a defesa assumiu oficialmente a posse do armamento ligado ao caso.
De acordo com o posicionamento apresentado, a arma foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz. Ainda segundo a defesa, a pistola estava inoperante no momento da apreensão. O armamento, portanto, não teria condições de ser disparado, conforme a versão entregue à Corte.
A defesa explicou que a pistola estava registrada no sistema de gerenciamento militar de armas e era mantida na residência do ex-presidente. Segundo o relato, o mecanismo da arma teria sido alterado, o que tornava impossível o disparo. Essa alteração, conforme a versão apresentada, foi feita sem o conhecimento de Bolsonaro.
No relato enviado a Alexandre de Moraes, a defesa afirmou que Bolsonaro percebeu que havia algo errado com o armamento. Diante disso, ele teria entregado a arma a um segundo sargento do Exército para que o militar verificasse o equipamento. A checagem, segundo os advogados, faria parte da tentativa de entender o problema.
Ainda de acordo com o documento, o mecanismo foi alterado porque o ex-presidente estaria utilizando medicações psiquiátricas. Segundo a defesa, esses medicamentos poderiam afetar o julgamento e a cognição. Por isso, a arma teria sido modificada, de modo a evitar qualquer disparo, segundo a versão dos advogados.
O esclarecimento foi exigido após o ministro Alexandre de Moraes questionar a razão pela qual o ex-presidente mantinha uma arma em casa. O magistrado também quis saber por que, às vésperas do encerramento do período de prisão domiciliar humanitária, Bolsonaro teria pedido o reparo do armamento.
A manifestação da defesa passa agora a integrar o conjunto de informações analisadas pelo Supremo Tribunal Federal no caso. O episódio se soma ao processo que envolve o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. Caberá às autoridades avaliar a resposta apresentada pelos advogados sobre a origem e o estado da arma.
