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Condenado pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas quebra o silêncio em entrevista

Condenado pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas quebra o silêncio em entrevista

Edison Brittes, condenado pela morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, falou com exclusividade ao jornalismo da Record sobre o caso ocorrido há sete anos. Em meio a novas alegações, ele afirma ter áudios em um celular que nunca foi apreendido pela polícia.

Edison Brittes, condenado pela morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, quebrou o silêncio ao conceder uma entrevista exclusiva ao jornalismo da Record sobre o crime ocorrido há sete anos. Segundo a emissora, suas declarações trazem uma nova reviravolta a um caso que marcou o noticiário brasileiro e que voltou ao centro das atenções com as alegações apresentadas por ele agora.

Daniel Corrêa Freitas construiu sua trajetória no futebol passando por clubes como Cruzeiro, onde atuou nas categorias de base, além de Botafogo e São Paulo, entre outras equipes. Nascido em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, ele cresceu na cidade de Conselheiro Lafaiete e desde cedo despontou como uma promessa do esporte, conquistando a atenção de clubes brasileiros.

O auge de sua carreira veio ainda muito jovem, aos vinte anos, quando se destacou em uma partida entre Botafogo e Criciúma, em 2014, na qual a equipe carioca venceu por seis a zero e Daniel marcou três gols. Pouco depois, porém, uma grave lesão no joelho comprometeu sua evolução, e o atleta nunca mais conseguiu retomar o mesmo desempenho. Daniel morreu aos vinte e quatro anos.

O crime aconteceu quando o jogador saiu para uma noite de festa e nunca mais voltou. Seu corpo foi encontrado em uma área de mata em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A brutalidade do caso e a repercussão em torno da vítima transformaram o episódio em um dos crimes mais comentados do país nos anos seguintes.

O empresário Edison Brittes foi apontado como responsável pela morte e acabou preso. Em sua versão, ele sustenta que Daniel teria abusado de sua esposa, argumento que passou a ser o centro de sua linha de defesa ao longo do processo. Essa tese foi mantida por ele desde o início e reaparece agora na entrevista concedida à emissora.

No desfecho judicial, os três jovens que estavam no carro na ocasião acabaram absolvidos. A ex-esposa de Brittes, Cristiana, chegou a ser apontada pelo Ministério Público como uma das autoras do homicídio, mas também foi absolvida. Já a filha dele, Allana, respondeu por coação no curso do processo, sob a acusação de ter pressionado testemunhas. Após o julgamento, um dos rapazes que estavam no carro, David, casou-se com Allana.

Na entrevista, Brittes lança dúvidas sobre pontos do caso e afirma que sua ex-mulher teria pedido a ele para matar Daniel. Ele sustenta ainda que possui áudios guardados em um celular que, segundo afirma, nunca foi apreendido pela polícia. Questionado sobre o aparelho, disse que ele aparecerá no momento certo e que a Justiça será a primeira a ter acesso ao conteúdo, recusando-se a entregá-lo durante a conversa com os jornalistas.

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