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Brasileiro que lutava pela Ucrânia é capturado pela Rússia

Brasileiro que lutava pela Ucrânia é capturado pela Rússia

Eric Soares, de 23 anos, se alistou voluntariamente no exército da Ucrânia para lutar na guerra contra a Rússia, mesmo contra a vontade da mãe. A família recebeu a notícia de que ele foi capturado pelo exército russo e agora é considerado prisioneiro de guerra. Em um vídeo emocionado, ele pediu perdão à mãe e disse que nunca deveria ter ido para a Europa. A família busca um advogado para tentar trazê-lo de volta ao Brasil.

A decisão de um jovem brasileiro de ir para o outro lado do mundo lutar uma guerra terminou em angústia para a sua família. Segundo o relato, Eric Soares, de 23 anos, se alistou voluntariamente no exército da Ucrânia para combater na guerra contra a Rússia. Agora, os parentes vivem o desespero diante de uma notícia que temiam receber.

A ida para o conflito aconteceu apesar dos apelos dentro de casa. De acordo com as informações, a mãe chegou a implorar para que ele não fosse, mas Eric bateu o pé e seguiu com a decisão. Ele dizia saber o que estava acontecendo e afirmava ter uma motivação que ia além de dinheiro, por acreditar que a Ucrânia estava sendo injustiçada no confronto.

Depois de assinar o contrato e passar a viver a realidade do leste europeu, a situação mudou de forma dramática. Conforme o relato, a família tomou conhecimento de que Eric foi capturado pelos russos e que, a partir disso, passou a ser considerado um prisioneiro de guerra. A notícia transformou a preocupação dos parentes em um drama ainda maior.

Em meio à captura, o jovem ainda conseguiu enviar uma mensagem direta para casa. Segundo o relato, ele gravou um vídeo emocionado pedindo perdão à mãe, dizendo que nunca deveria ter ido para a Europa e reconhecendo que ela estava certa. O recado reforçou o tom de arrependimento diante da decisão que o levou ao campo de batalha.

Com Eric preso, a família passou a se mobilizar para tentar trazê-lo de volta ao Brasil. De acordo com as informações, os parentes procuraram um advogado para acompanhar o caso de perto e avaliar a possibilidade de um retorno. O desafio, no entanto, é grande, já que ele está sob custódia do exército russo após ter atuado no lado ucraniano.

Do ponto de vista jurídico, o caso envolve a sua condição de combatente e de cidadão brasileiro. Conforme o relato, por ter se alistado, ele é legalmente um combatente ucraniano e teria direito à proteção prevista pelas Convenções de Genebra. Ao mesmo tempo, ressalta a defesa, ele não deixa de ser um cidadão brasileiro, o que mantém viva a expectativa da família por uma solução.

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