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Estudante de engenharia em Goiânia usa balões de gás com celular para captar dados atmosféricos

Estudante de engenharia em Goiânia usa balões de gás com celular para captar dados atmosféricos

Pedro Augusto, de 18 anos, estudante de engenharia da computação em Goiânia, prendeu um celular a balões de gás hélio para coletar dados atmosféricos. O equipamento ultrapassou 3 mil metros de altitude, e o vídeo viralizou, mas o experimento exige autorização do controle do espaço aéreo.

Um estudante de engenharia da computação em Goiânia realizou um experimento controverso, mas que rendeu belas imagens aéreas, ao prender um aparelho de celular em balões de gás para coletar informações da atmosfera. Segundo reportagem da Record News, a experiência deu certo, mas o próprio veículo faz o alerta de que esse tipo de coisa não pode ser feito sem autorização. A iniciativa diferente e ousada chamou a atenção e acabou viralizando na internet.

O autor da experiência é Pedro Augusto, de 18 anos, estudante de engenharia da computação na Universidade Federal de Goiás e apaixonado por astronomia. Ele amarrou um celular a balões de gás hélio e soltou o conjunto no céu acima de Goiânia. O principal objetivo do projeto era coletar dados atmosféricos, como temperatura, pressão atmosférica, coordenadas e altitude.

O objetivo foi alcançado na segunda tentativa. O balão foi subindo aos poucos, e o resultado dessa engenharia caseira foi um verdadeiro show de imagens. Os balões e o celular alcançaram mais de 3 mil metros de altitude, conseguindo uma vista privilegiada de Goiânia, por baixo e até por cima das nuvens, até finalmente retornarem ao chão.

Foi nesse momento que algo surpreendente foi percebido. O balão não havia estourado, mas sim o celular havia se desprendido dele. Ou seja, o aparelho sobreviveu a uma queda livre de 3.700 metros de altura, um detalhe que impressionou quem acompanhava o experimento e ajudou a aumentar a repercussão do caso.

O vídeo viralizou e muita gente se perguntou o porquê de usar balões e não um drone, por exemplo. Pedro explicou que um drone de uso comum, do tipo que as pessoas podem comprar comercialmente, chega no máximo a 120 ou 150 metros de altitude, enquanto esses balões alcançaram mais de 3 mil metros, muito além do alcance de um drone convencional.

Mesmo assim, trata-se de uma experiência que tem riscos e que precisa seguir algumas regras. De acordo com a reportagem, é sempre necessário que seja requerida ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo a autorização para a soltura desse tipo de equipamento. Essas preocupações valem ainda mais a 3 mil metros, porque, nessa altitude, muitas aeronaves realizam voos visuais.

Para o estudante, o projeto uniu a paixão pela astronomia ao curso de engenharia, transformando uma ideia simples em um experimento de coleta de dados e, ao mesmo tempo, em um fenômeno na internet. O caso acabou servindo também como um lembrete de que mesmo experiências criativas e de baixo custo precisam respeitar as regras do espaço aéreo, para não colocar em risco aeronaves e pessoas.

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