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Falso médico é preso ao atender criança com câncer no Rio

Falso médico é preso ao atender criança com câncer no Rio

Um falso médico foi preso no Rio de Janeiro enquanto realizava um atendimento domiciliar a uma criança de 10 anos com câncer, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O homem, identificado como Diogo, chegava a cobrar até mil reais pelo serviço e teria feito ao menos seis atendimentos com prescrições de medicamentos oncológicos, sendo descoberto após a mãe verificar o registro no Conselho Regional de Medicina.

Um falso médico foi preso no Rio de Janeiro enquanto realizava um atendimento domiciliar a uma criança com câncer. De acordo com as informações da investigação, o homem chegava a cobrar até mil reais pelo serviço que oferecia às famílias, apresentando-se como se fosse um profissional da área da saúde.

O atendimento acontecia na casa da família, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A paciente é uma criança de 10 anos que trata sequelas de um tumor no cérebro, e é filha da mulher que acabou denunciando o caso à polícia depois de desconfiar da conduta do suposto médico.

Segundo o relato, o primeiro contato do homem com a menina aconteceu ainda dentro do hospital, enquanto a criança estava internada. A partir daí, ele passou a oferecer atendimentos particulares na residência da família, estreitando o contato com os responsáveis pela paciente.

Em um áudio obtido pela polícia, o falso médico fala abertamente sobre os valores cobrados pelo serviço. Na gravação, ele menciona que, em determinadas situações, precisaria cobrar um pouco mais, chegando a um valor em torno de mil reais pelos atendimentos que realizava.

As investigações apontam que houve ao menos seis atendimentos, acompanhados de prescrições médicas. Entre elas estavam prescrições de medicamentos oncológicos, o que agrava o caso, já que envolvia diretamente o tratamento de uma criança em uma situação de saúde delicada.

A suspeita contra o homem, identificado como Diogo, começou depois que a mãe da criança estranhou as orientações que vinha recebendo. Ela consultou o cadastro do Conselho Regional de Medicina e constatou que a foto vinculada ao registro profissional não era da mesma pessoa que atendia a sua filha.

A defesa de Diogo não foi localizada. De acordo com a polícia, ele deverá responder pelos crimes de exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, estelionato e perigo para a vida ou a saúde, em um caso que expôs a atuação de um falso profissional junto a uma família em situação vulnerável.

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