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Pai é morto a mando da filha em Franca; dois suspeitos mortos

Pai é morto a mando da filha em Franca; dois suspeitos mortos

A morte de Milton do Prado, de 44 anos, encontrado sem vida em uma propriedade rural na zona sul de Franca, em São Paulo, revelou uma trama complexa. Segundo a polícia, a filha teria contratado dois homens para matar o pai. Depois, uma parente de um dos executores liderou o sequestro da família da vítima, e os dois suspeitos acabaram encontrados mortos em Sacramento, Minas Gerais.

A morte de um homem em Franca, no interior de São Paulo, revelou uma trama criminosa que se desdobrou em novos crimes. Milton do Prado, de 44 anos, foi encontrado sem vida no dia 16 de junho, em uma propriedade rural na zona sul da cidade. O que parecia um caso isolado transformou-se, ao longo da investigação, em uma sequência de sequestro, vingança e novas mortes.

Segundo a apuração da polícia, o crime partiu de dentro da própria família. A filha de Milton, identificada como Maria Isabel, teria contratado dois homens para matar o pai, em um plano ligado à disputa pela herança. Os executores apontados pela investigação são Rafael Vitor de Souza Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22, que teriam sido pagos para tirar a vida dele.

Após a morte de Milton, o caso ganhou um novo capítulo com a entrada de uma parente de um dos executores. Noemi, tia de Rafael, teria descoberto que Maria Isabel havia mandado matar o pai. De acordo com a polícia, ela reuniu outras pessoas e passou a atuar como líder do grupo, montando um plano para pressionar a família da vítima em busca do paradeiro dos dois homens.

Foi a partir daí que ocorreu o sequestro. Segundo o inquérito policial, a esposa de Milton, uma filha adolescente e uma criança recém-nascida foram levadas contra a vontade para diversos locais, tiveram celulares e um carro roubados e permaneceram em cárcere privado. O grupo, apontado como organizado e com divisão de tarefas, manteve as vítimas sob controle enquanto buscava informações.

Enquanto a família era mantida em cativeiro, os dois executores apontados pela investigação tiveram um desfecho trágico. Rafael Vitor de Souza Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz foram encontrados mortos pouco depois em Sacramento, em Minas Gerais. As circunstâncias das mortes dos dois homens seguem sendo apuradas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

O resgate das vítimas do sequestro foi feito por agentes da Divisão de Investigações Gerais, a DIG. A esposa de Milton, a filha adolescente e o bebê foram libertados do cativeiro. Maria Isabel, que também chegou a ficar sob o poder do grupo, no entanto, não foi mais vista e continua desaparecida, o que se tornou um dos principais focos da investigação.

Diante das provas reunidas, a polícia indiciou os envolvidos. Noemi, reconhecida pelas vítimas como líder do grupo, segue foragida e foi indiciada junto a outras cinco pessoas que teriam atuado de forma organizada no sequestro. O homem apontado como responsável pela segurança do cativeiro, identificado como Ellington Amorim da Silva, foi preso em flagrante durante a operação.

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