A Fuvest, vestibular da USP que existe desde 1976, vai passar por mudanças importantes na sua estrutura. A prova, que era organizada por disciplinas tradicionais, passará a ser estruturada por grandes áreas do conhecimento, em um modelo mais interdisciplinar.
Segundo a análise apresentada, a proposta busca colocar as disciplinas em diálogo, inspirada também no que o Enem faz desde o início. A ideia é aproximar áreas que antes eram avaliadas de forma separada, refletindo uma visão mais integrada do conhecimento.
As principais mudanças vão acontecer no vestibular do ano que vem, em 2027, para ingresso em 2028. O calendário foi pensado justamente para que os alunos tenham tempo de se preparar para essa nova realidade, em vez de serem surpreendidos de imediato.
Mesmo assim, já nesta primeira etapa de transformações, a primeira fase passará a ter menos questões, com o objetivo de permitir maior aprofundamento. A prova específica, por sua vez, terá 10 questões discursivas, reforçando a avaliação da capacidade de análise dos candidatos.
As áreas passam a ser apresentadas em campos amplos, como matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas. A proposta é que esses campos conversem entre si, exigindo do aluno uma forma diferente de estudar e raciocinar.
A redação também será modificada, não de imediato, mas na sequência das mudanças. Ela passará a trabalhar com outros gêneros textuais além da dissertação, como cartas e textos literários, ampliando o tipo de produção exigida dos estudantes.
De acordo com a avaliação apresentada, em um tempo de inteligência artificial e de transformações rápidas no mundo do trabalho, é importante que o ensino mude, com menos memorização e mais análise e aprofundamento. Vale lembrar ainda que o acesso à USP não se dá apenas pela Fuvest, mas também por meio do Enem, da prova paulista e das olimpíadas do conhecimento.
