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Gerson Palermo, um dos criminosos mais procurados do Brasil e liderança do PCC, foi preso na Bolívia após investigação da Polícia Federal e Interpol. Condenado a mais de 100 anos de prisão, o traficante estava foragido desde 2020.
Gerson Palermo, um dos criminosos mais procurados do Brasil e figura de destaque na estrutura do Primeiro Comando da Capital, foi preso na Bolívia após uma operação conjunta da Polícia Federal brasileira e da Interpol. Condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes ligados ao tráfico internacional de drogas, Palermo será recolhido ao presídio federal de Campo Grande.
O narcotraficante estava foragido desde 2020, quando a Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu a ele o direito de responder aos processos em liberdade durante a pandemia de Covid-19, sob a justificativa de ser portador de hipertensão e diabetes. Poucas horas após a soltura, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
O desembargador responsável pela concessão da liberdade condicional, Vonsir Maran, foi punido em fevereiro pelo Conselho Nacional de Justiça com a aposentadoria compulsória. A defesa do magistrado negou qualquer irregularidade na decisão que permitiu a soltura do líder do PCC.
Palermo possuía ligações comprovadas com redes de tráfico internacional de drogas e era considerado uma das principais lideranças da facção criminosa com atuação além das fronteiras brasileiras. Sua captura representa um golpe significativo nas operações do PCC na América do Sul.
Em notícia relacionada, um levantamento do MapBiomas revelou que o desmatamento no Brasil ficou abaixo de um milhão de hectares pela primeira vez em seis anos. Apesar da redução de 20% em 2025, o país ainda perdeu quase 985 mil hectares de vegetação nativa, com o Cerrado e a Amazônia respondendo por 84% da devastação, conforme reportou a Record News.