Dois corpos foram encontrados em uma área de mata conhecida como Colônia Japonesa, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo. A descoberta ocorreu durante um patrulhamento de rotina de guardas civis metropolitanos da Companhia Ambiental, em uma estrada de barro sem saída, ponto de pouca circulação. A polícia trata o caso como uma possível execução e iniciou a investigação ainda no local.
De acordo com as informações, um dos corpos é de uma mulher e o outro de um homem. O corpo feminino estava envolto em pedaços de pano, com uma das mãos deixada para fora, e as unhas pintadas de vermelho, um detalhe que pode ajudar na identificação. Até o momento, no entanto, as duas vítimas não foram identificadas oficialmente, e a perícia foi acionada para o trabalho no local.
Pela forma como os corpos foram descartados, a polícia trabalha com a hipótese de execução. Entre as linhas de investigação, há a suspeita de que o chamado tribunal do crime possa estar por trás das mortes. As autoridades reforçam que a apuração está no início e que ainda é cedo para conclusões sobre a autoria e a motivação.
A localização dos corpos chamou a atenção por uma possível ligação com um caso recente na mesma região. A polícia investiga se as mortes têm relação com uma tentativa de sequestro de um menino de 9 anos registrada em Guaianazes. O ponto onde os corpos foram achados fica a pouco mais de 5 quilômetros do local do episódio e da ocupação onde a criança morava com a família.
No caso da tentativa de sequestro, o suspeito, identificado como Hamilton, havia tido um relacionamento com a mãe do menino. Segundo o relato, ele teria recebido a guarda temporária da criança para cuidar dela durante uma viagem que a mãe faria à Venezuela. Ainda assim, moradores do bairro passaram a acusá-lo de ser um sequestrador, o que gerou tensão na comunidade.
Após o episódio, tanto o suspeito quanto a mãe do menino desapareceram, deixaram de ser vistos no bairro e não atenderam mais a ligações. Agora, com a descoberta de dois corpos, um de homem e um de mulher, na mesma área, a polícia passou a apurar se há relação direta entre os casos. A mãe do garoto ainda não havia se apresentado para dar a sua versão às autoridades.
A identificação das vítimas ainda depende do trabalho da perícia. Segundo a investigação, o corpo masculino pode ser reconhecido mais rapidamente, já que existem imagens de câmeras de segurança e de celulares feitas no dia da tentativa de sequestro, que poderão ser comparadas com as roupas das vítimas. O local foi preservado, e a polícia segue na coleta de provas para esclarecer o que aconteceu.
