Um motociclista morreu ao ser atingido no pescoço por uma linha de pipa com cerol enquanto trafegava por uma rodovia na região metropolitana de São Paulo. De acordo com o relato, o acidente ocorreu na rodovia Ayrton Senna, em Guarulhos, e teve como vítima um homem de 34 anos, em mais um caso que expõe o perigo do uso desse tipo de linha cortante em áreas de tráfego intenso.
A gravidade do ferimento não deu chance à vítima. Segundo o relato, o motociclista caiu da moto logo depois de ser atingido pela linha, e seu corpo foi encontrado no mato, ao lado da divisória da pista. O corte no pescoço foi profundo, e nem mesmo a chegada das equipes de resgate ao local conseguiu evitar que ele perdesse a vida.
A vítima foi identificada e teve a presença de familiares no local. De acordo com o relato, o motociclista Mauricélio José, de 34 anos, morreu no trecho da rodovia em Guarulhos, e parentes foram até o ponto do acidente, onde recolheram alguns de seus pertences, em meio à comoção provocada pela morte repentina.
Para a família, a perda foi marcada pela revolta diante da causa do acidente. Segundo o relato, os parentes descreveram a vítima como uma pessoa boa, que trabalhava em busca de seus sonhos e para ajudar a família, e lamentaram que uma brincadeira de criança tenha custado a vida do motociclista, transformando um momento de lazer de terceiros em uma tragédia.
O episódio reacende o alerta sobre uma prática proibida por lei. De acordo com o relato, o uso de cerol em pipas é crime, justamente por colocar em risco a vida de outras pessoas, mas, apesar dos alertas e das campanhas de conscientização, muitos pais e crianças ainda ignoram a proibição e continuam a utilizar as linhas cortantes.
Existe um equipamento capaz de reduzir esse risco para quem anda de moto. Segundo o relato, a chamada antena corta-pipa bloqueia e rompe a linha antes que ela atinja o pescoço do piloto, e é justamente a falta dessa proteção que torna os acidentes mais graves, com registros que vão de mutilações até casos de morte, como o ocorrido em Guarulhos.
Os números ajudam a dimensionar o tamanho do problema. De acordo com o corpo de bombeiros, parte dos mais de 3.100 acidentes envolvendo motociclistas registrados em apenas um mês foi provocada por linhas de pipa. O cenário tende a se agravar durante as férias escolares, quando, com menos chuva e mais vento, aumenta o número de pessoas soltando pipas e, junto com isso, o risco de novos acidentes.
