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O Brasil alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano de sua história, atingindo 0,805 em 2024, classificado como desenvolvimento humano muito alto. Apesar do avanço, os dados revelam desigualdades significativas entre as regiões, com o Sudeste liderando e o Nordeste na última posição.
O Brasil atingiu o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de sua história, alcançando a marca de 0,805 em 2024, o que coloca o país na faixa de desenvolvimento humano muito alto. Os dados foram divulgados pelo radar IDHM, uma publicação elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em parceria com a Fundação João Pinheiro e o IBGE.
A evolução do IDH brasileiro ao longo da última década mostra uma trajetória marcada por avanços e retrocessos. De 2014 a 2019, o índice subiu gradualmente de 0,760 para 0,782. Com a chegada da pandemia em 2020, houve uma queda brusca para 0,776, seguida de uma queda ainda mais acentuada em 2021, quando o índice despencou para 0,757. A partir de 2022, o país retomou o fôlego e iniciou uma recuperação consistente até atingir o patamar atual.
Apesar do marco histórico, os números revelam desigualdades regionais significativas. A região Sudeste lidera com 0,827, seguida pelo Sul com 0,824 e pelo Centro-Oeste com 0,821. As regiões Norte e Nordeste ficam consideravelmente atrás, com 0,767 e 0,762 respectivamente, evidenciando uma concentração de desenvolvimento nas três primeiras posições.
Em relação às categorias analisadas, o quesito educação apresentou o maior avanço relativo, com uma variação de 12,71% entre 2014 e 2024, saltando de 0,708 para 0,798. A longevidade cresceu 2,74%, passando de 0,837 para 0,860, enquanto a renda teve o menor aumento percentual, de 2,5%, indo de 0,741 para 0,760.
Um dado particularmente relevante refere-se à análise por raça. A população negra registrou um avanço de 8,70% no período, passando de 0,712 em 2014 para 0,774 em 2024, uma variação significativamente maior do que a observada na população branca, que avançou 4,03%. Embora a diferença absoluta entre os dois grupos ainda persista, a velocidade de crescimento maior para a população negra indica uma tendência de redução gradual dessa disparidade histórica.