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Imagens sexuais com IA nas escolas crescem e lei endurece penas

Imagens sexuais com IA nas escolas crescem e lei endurece penas

Cresce nas escolas do Brasil a preocupação com imagens falsas criadas por inteligência artificial que atingem alunas e professoras. Uma professora na Bahia denunciou uma imagem falsa publicada em plataforma adulta, e um levantamento apontou 17 casos em escolas de 11 estados em seis meses, com 222 vítimas, todas mulheres. Uma nova lei sancionada nesta semana endurece as penas para esses crimes.

Cresce nas escolas de todo o Brasil a preocupação com vídeos e imagens criados por inteligência artificial que retiram, de forma falsa, as roupas de mulheres e meninas. O problema tem atingido tanto alunas quanto professoras, e já levou vítimas a procurarem a polícia diante da gravidade do conteúdo produzido e divulgado.

Na Bahia, uma professora denunciou à Polícia Civil que teve uma imagem falsa publicada em uma plataforma de conteúdo adulto. A vítima, de 47 anos, acredita que o material tenha sido criado por alunos dela, adolescentes de 15 e 17 anos, a partir de fotos que foram retiradas de suas redes sociais.

O caso não é isolado. Um levantamento mostrou que, em apenas seis meses, foram registrados 17 casos de violência sexual cometida com o uso de inteligência artificial em escolas de 11 estados do país, revelando que a prática vem se espalhando por diferentes regiões do território nacional.

Ainda de acordo com o levantamento, 60 infratores foram identificados nesses episódios. Um dado chama a atenção nos números apresentados: todas as 222 vítimas contabilizadas eram mulheres, o que evidencia o caráter direcionado desse tipo de violência dentro do ambiente escolar.

Como resposta, uma legislação sancionada nesta semana endurece as penas para quem comete violência sexual com o uso de inteligência artificial contra crianças e adolescentes. Pela nova regra, os casos mais graves passam a ser tratados como crimes hediondos, com punições mais severas para os responsáveis.

Além do aumento das penas, a nova legislação também prevê que os infratores fiquem obrigados a ressarcir o tratamento psicológico da vítima. A medida busca reconhecer os danos causados por esse tipo de crime, que afeta diretamente a saúde emocional de quem é atingido pelo conteúdo falso.

Especialistas defendem que, além da punição, seja adotado um protocolo de combate à violência digital nas escolas. A orientação é preparar os professores para abordar o tema em sala de aula e criar procedimentos claros sobre como reportar os casos e acolher as vítimas, sem culpabilizá-las ou revitimizá-las.

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