Rifas ilegais vendidas pela internet e pelas redes sociais têm atraído milhares de participantes em todo o Brasil. No entanto, segundo as investigações, quem compra o bilhete nunca sai ganhando. Um desses esquemas chamou a atenção das autoridades e acabou se tornando alvo de uma operação policial.
A promessa era tentadora. As rifas eram tão baratas que chegavam a custar 79 centavos e davam direito a concorrer a carros de luxo, motos e outros prêmios caros. Esse baixo valor ajudava a atrair um grande número de pessoas dispostas a tentar a sorte em troca de quantias pequenas.
Um dos perfis responsáveis por esse tipo de rifa era do influenciador Samuel Araújo, que tem quase um milhão de seguidores em uma rede social. Na última sexta-feira, ele foi alvo de uma operação da Polícia Civil, que apura o funcionamento do esquema e a forma como os sorteios eram conduzidos.
Segundo a polícia, em apenas um dos sorteios que não entregavam prêmio algum, Samuel Araújo faturou 7 milhões de reais. Diante da movimentação de valores desse porte, a investigação aponta nesse sentido para um possível crime de lavagem de dinheiro por trás das rifas anunciadas.
Depois de prestar depoimento, o influenciador foi liberado e responde ao processo em liberdade. A reportagem informou que não conseguiu localizar a defesa de Samuel Araújo para que ele pudesse se posicionar a respeito das acusações e do andamento da investigação.
O caso reacende a discussão sobre a legalidade desse tipo de sorteio. É comum encontrar influenciadores anunciando rifas de carros, motos e até imóveis nas redes sociais, mas a legalidade depende de regras bem específicas previstas na legislação. Segundo a reportagem, a rifa está dentro da proibição de sorteios sem autorização do Ministério da Fazenda.
