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Depoimento de Jaques Wagner na Operação Compliance Zero é adiado

Depoimento de Jaques Wagner na Operação Compliance Zero é adiado

O depoimento do senador Jaques Wagner à Polícia Federal, marcado para esta sexta-feira, foi adiado a pedido da defesa, que alega não ter tido acesso ao conteúdo das investigações. Wagner é investigado na Operação Compliance Zero, que apura uma fraude bilionária ligada à instituição do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e nega qualquer proximidade com ele.

O depoimento do senador Jaques Wagner à Polícia Federal, que estava marcado para esta sexta-feira, foi adiado após um pedido apresentado pela defesa do parlamentar. O adiamento não causou surpresa, já que os advogados vinham reclamando que ainda não tinham tido acesso ao conteúdo das investigações. Até o momento, uma nova data para a oitiva não foi definida.

No centro do pedido de adiamento está a alegação de que a defesa ainda não teve acesso ao material da apuração. Os advogados de Jaques Wagner afirmam que solicitaram esse conteúdo e que, até agora, não o receberam, atribuindo a falha a questões técnicas. Foi exatamente esse argumento que sustentou o adiamento do depoimento, que segue sem um novo calendário.

Jaques Wagner foi intimado pela Polícia Federal no dia 21 de julho para prestar o depoimento no âmbito da Operação Compliance Zero. A apuração investiga uma fraude bilionária ligada à instituição financeira comandada pelo empresário Daniel Vorcaro, e a oitiva do senador é tratada pelos investigadores como peça necessária para o andamento do inquérito.

Antes da intimação, o senador já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 18 de junho. A ação da Polícia Federal alcançou endereços tanto em Brasília quanto em Salvador, e marcou o momento em que o nome de Jaques Wagner passou a figurar de forma mais direta na investigação conduzida pela corporação.

De acordo com a Polícia Federal, a suspeita é de que Jaques Wagner tenha recebido benefícios indevidos em troca de influência política. Esses favores, segundo a investigação, teriam como finalidade favorecer os interesses da instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro, atribuindo ao senador um papel dentro do esquema que está sendo apurado.

A corporação apresenta uma lista dos benefícios que o parlamentar teria recebido. Entre eles, de acordo com a Polícia Federal, estariam um apartamento avaliado em 2,5 milhões de reais, viagens em jatinhos e ingressos de shows que passariam de 50 mil reais, todos supostamente concedidos como contrapartida a favores políticos prestados pelo senador.

Desde que a operação foi deflagrada e o mandado de busca e apreensão foi cumprido em suas residências, em Brasília e em Salvador, Jaques Wagner nega qualquer proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa mantém que o senador não tem ligação com o empresário e insiste no acesso ao conteúdo da apuração antes de qualquer depoimento.

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