Conhecido como Jarbas das Taças, um artesão brasileiro transformou em ofício a fabricação de réplicas de troféus de futebol e mantém uma coleção própria das peças. Segundo reportagem da Record News, em um ano de Copa do Mundo o seu trabalho ganha ainda mais atenção, especialmente entre apaixonados pelo esporte que querem ter em casa uma versão das taças mais cobiçadas do futebol.
O processo de produção tem várias etapas. Jarbas explica que parte de um bloco e leva cerca de três meses para concluir uma peça, como foi o caso de uma das suas criações. Depois, ele faz um molde de borracha que permite fabricar várias taças de uma só vez, usando uma mistura de cimento, gesso e barro, que é despejada no molde e girada para cobrir toda a parede antes de a peça ser retirada.
A variedade de modelos é grande. Ao todo, o artesão produz 17 troféus diferentes, entre eles réplicas da Libertadores, da Liga dos Campeões da Europa e do Campeonato Brasileiro, além de outras competições. Mesmo com tantas opções, ele conta que a peça mais pedida pelos clientes é justamente a réplica do troféu da Copa do Mundo, a mais simbólica de todas.
Entre todas as taças, há uma considerada especial. Ela foi autografada por Neymar e fica protegida em uma caixa de vidro, podendo ser tocada apenas com o auxílio de luvas. Jarbas a trata como uma relíquia, mantém a peça guardada para que ninguém mexa nela e diz estar esperançoso de que ela traga sorte para o Brasil conquistar o hexacampeonato neste ano.
Essa taça em especial não está à venda. Para justificar, o artesão usa um argumento simples, lembrando que há bilhões de pessoas no mundo e que apenas uma possui a taça autografada por Neymar. Por isso, ele prefere mantê-la como parte da coleção, reforçando que se trata de um item único e de valor afetivo dentro do seu acervo.
A vida de Jarbas mudou depois de um encontro especial, quando conseguiu entregar uma de suas criações ao ex-jogador Romário, em São Januário. Era o dia 29 de janeiro, aniversário do atleta, e um colega repórter o lembrou da data. Jarbas então foi até o carro, pegou uma das taças que levava consigo e presenteou Romário ali mesmo.
A reação do ex-jogador acabou rendendo o apelido. Romário pediu a taça de presente, brincando que tinha sido ele a marcar os gols, enquanto o troféu de verdade estava guardado na CBF, e em seguida perguntou o nome do artesão. Ao ouvir Jarbas, foi o próprio Romário quem o batizou de Jarbas das Taças. No fim, o artesão diz ter descoberto que as taças não servem apenas para comemorar vitórias, mas também para guardar histórias e representar a vitória de um povo.
