O julgamento da morte do menino Henri Borel entrou nesta segunda-feira no seu oitavo dia no Tribunal de Justica do Estado do Rio de Janeiro. O caso ja se tornou o maior julgamento da historia do estado desde 2008, quando as leis que regem os juris foram reformuladas, e nao ha prazo definido para que o juri seja concluido.
Neste oitavo dia de julgamento, estao sendo ouvidos peritos do Instituto Medico Legal que tiveram diversas participacoes ao longo de todo o processo investigativo sobre a morte de Henri. Os depoimentos tecnicos sao considerados fundamentais para esclarecer as circunstancias e a causa da morte da crianca.
Logo no inicio da sessao de hoje, a defesa do ex-vereador Jairo Souza pediu a dispensa de duas testemunhas: o psiquiatra Rei de Lobo e a assessora Cristiane Isidoro. Com isso, a principio serao ouvidos apenas os peritos do IML, cujos laudos e analises sao peca central do processo.
No fim de semana, o sexto e o setimo dia do julgamento foram dedicados as testemunhas de defesa de Monique Medeiros, mae de Henri. No sabado, o irmao dela prestou depoimento, e no domingo veio um dos momentos mais aguardados do juri: o depoimento da baba de Henri, Taina Oliveira.
A baba caiu em algumas contradicoes ao longo do processo, divergindo de depoimentos anteriores que havia prestado. Diante disso, a juiza fez com que Taina atestasse que nao faria outra contradicao antes de continuar seu depoimento. Ela declarou que viu por tres ocasioes diferentes situacoes relevantes para o caso.
O caso Henri Borel abalou o Brasil e gerou enorme comoção nacional. A morte da crianca e as circunstancias que a envolveram levaram a um dos processos judiciais mais acompanhados pela midia e pela opiniao publica brasileira nos ultimos anos. O ex-vereador Jairo Souza e Monique Medeiros sao os reus no processo.
A duracao excepcional do julgamento reflete a complexidade do caso e o volume de provas e testemunhos a serem analisados. Com oito dias ja decorridos e sem previsao de encerramento, o juri do caso Henri Borel consolida-se como um marco na historia judiciaria do Rio de Janeiro e um teste para o sistema de justica brasileiro no julgamento de crimes contra criancas.
