Uma jovem de 24 anos foi agredida com violência dentro de uma estação de metrô em São Paulo e precisou ser hospitalizada. Larissa falou pela primeira vez menos de 24 horas depois do ataque, feito por um homem que ela nunca tinha visto. Com o rosto muito inchado e sem conseguir abrir o olho esquerdo, ela disse estar com vergonha das marcas deixadas pela agressão.
Segundo o relato, Larissa sofreu fraturas no maxilar e no nariz, além de traumatismo na cabeça. Ela também teve três dentes quebrados e uma luxação no joelho. A vítima descreveu sentir muita dor no pescoço, no rosto e na boca, e afirmou que um lado do rosto já não tem sensibilidade.
O ataque aconteceu na estação Parada Inglesa do metrô, na zona norte de São Paulo. Larissa voltava do trabalho acompanhada por uma amiga, e as duas já estavam na plataforma à espera do trem. De repente, sem qualquer motivação, um homem aparentemente em situação de rua foi para cima das mulheres.
A amiga de Larissa conseguiu escapar, mas a jovem foi jogada no chão e agredida com socos até desmaiar. Segundo ela, o agressor só parou porque foi impedido por outros passageiros e pela chegada de seguranças do metrô. A vítima afirmou que só não foi morta porque tiraram o homem de cima dela.
Além das dores físicas, Larissa tenta superar o trauma e admite ter medo de voltar a usar o metrô. Ela afirmou que as sequelas não serão apenas físicas e cobrou mais segurança no transporte público. A vítima disse que apenas voltava do trabalho e que precisava ter um mínimo de segurança no trajeto diário.
O homem foi levado à delegacia e liberado após prestar depoimento. O caso foi registrado como lesão corporal e vias de fato. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a vítima foi orientada sobre o prazo para apresentar representação criminal contra o suspeito, em um crime de ação penal condicionada.
De acordo com as informações, o agressor, identificado como Rodrigo, já tinha duas passagens pela polícia por agressões dentro do transporte público. Em 2020, ele foi detido por agredir seguranças da CPTM, e em 2021 agrediu um fiscal do transporte coletivo, nos dois casos com chutes e socos. O histórico reforçou a preocupação em torno do caso.
