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Um ano e meio após a lei que restringiu celulares nas salas de aula, 92 por cento das escolas adotaram a medida

Um ano e meio após a lei que restringiu celulares nas salas de aula, 92 por cento das escolas adotaram a medida

Um ano e meio depois da lei que restringiu o uso de celulares nas salas de aula, diretores de escolas reforçam que as novas regras diminuíram os conflitos e as agressões no ambiente escolar. De acordo com o Ministério da Educação, 92 por cento das escolas já adotaram a medida, e quase todos os diretores concordam que os estudantes ficaram mais concentrados e participativos. O levantamento aponta que 45 por cento das escolas consideram a implementação consolidada, enquanto 47 por cento ainda enfrentam desafios.

Um ano e meio depois da entrada em vigor da lei que restringiu o uso de celulares nas salas de aula, diretores de escolas reforçam um balanço positivo. Segundo eles, as novas regras ajudaram a diminuir os conflitos e as agressões no ambiente escolar, mudando a dinâmica do dia a dia dos estudantes.

Os números acompanham essa percepção. De acordo com o Ministério da Educação, 92 por cento das escolas já adotaram a medida. Além disso, quase todos os diretores concordam que os estudantes ficaram mais concentrados e mais participativos desde que a regra passou a valer.

O levantamento do ministério também mostra em que estágio está a aplicação da lei. Enquanto 45 por cento das escolas consideram a implementação já consolidada, outros 47 por cento ainda enfrentam desafios para colocar a restrição plenamente em prática.

No cotidiano das escolas, a mudança aparece nos espaços de convivência. Em uma escola de Brasília, a hora do recreio voltou a ser marcada por brincadeiras e correria, sem telas. As instituições relatam um reencontro com atividades presenciais, jogos lúdicos e arte, que voltaram a ocupar o tempo dos alunos.

Uma estudante de nove anos que estuda na capital resumiu a percepção de sua geração ao dizer que as pessoas têm duas vidas, a virtual e a real, e que na vida virtual os usuários acabam se isolando em seus aparelhos. O relato reflete o ambiente hiperconectado em que essas crianças cresceram.

Ainda assim, os desafios persistem. Há quem use o aparelho escondido, burlando a regra, e os educadores lembram que formar para a convivência e para a diversidade faz parte da função da escola. Para os diretores, a principal conquista tem sido a melhora da socialização, com muitos alunos reconhecendo que, sem a restrição, a realidade dentro das escolas seria bem diferente.

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