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Letalidade policial cresce 6,4% no Brasil em 2025 e quatro estados batem recorde, aponta levantamento

Letalidade policial cresce 6,4% no Brasil em 2025 e quatro estados batem recorde, aponta levantamento

Um levantamento que monitora a letalidade policial apontou que as mortes decorrentes de ações da polícia cresceram 6,4% no Brasil em 2025. Nos nove estados acompanhados, foram 4.330 mortes, ante 4.068 no ano anterior. Quatro estados atingiram os maiores números desde o início da série, em 2019, entre eles o Maranhão, que registrou a alta mais acentuada. O relatório associa a letalidade a um recorte racial e reacende o debate sobre segurança pública.

Um levantamento que monitora a letalidade policial no Brasil apontou que as mortes decorrentes de ações da polícia cresceram 6,4% em 2025. O dado voltou a colocar em evidência o debate sobre a segurança pública no país e a forma como as forças policiais atuam.

Nos nove estados acompanhados pelo estudo, foram registradas 4.330 mortes em decorrência de intervenção policial ao longo de 2025, ante 4.068 no ano anterior. A diferença representa justamente a alta de 6,4% no período analisado.

O crescimento não foi uniforme. Quatro estados atingiram os maiores números desde o início da série de monitoramento, em 2019. Entre eles está o Maranhão, apontado como o estado com o aumento mais acentuado, ao lado de outras unidades da federação que também registraram recordes.

Os números fazem parte de um relatório que acompanha as mortes provocadas por ações policiais e que associa a letalidade a um recorte racial, sinalizado já no próprio foco do trabalho. A discussão sobre quem são as principais vítimas dessa violência é parte central da análise.

Boa parte dessas mortes ocorre em operações policiais ou em confrontos não programados entre agentes e suspeitos, muitas vezes em áreas periféricas e de maior exclusão social. Esse contexto costuma ser apontado como um dos fatores por trás dos altos índices de letalidade.

O aumento verificado em 2025 tende a reacender o debate sobre estratégias de segurança pública, controle do uso da força e políticas voltadas às comunidades mais afetadas. Os dados reforçam a cobrança por medidas capazes de reduzir a letalidade sem abrir mão do combate à criminalidade.

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