Uma família de Alagoas convive há mais de duas décadas com a espera por justiça. No centro da história está Maria Aparecida Tenório, morta ainda jovem. Sua mãe, Dona Gilvanete Tenório, hoje com 90 anos, segue pedindo uma resposta para o crime. O apelo dela é simples: ver preso o homem acusado de matar a filha.
Maria Aparecida tinha 34 anos quando foi morta. Ela trabalhava como manicure para sustentar os seis filhos. A rotina de trabalho era a base do sustento da família. Foi nesse contexto, ligado ao dia a dia simples, que a tragédia acabou acontecendo.
Segundo as investigações, o crime teve origem em uma cobrança. Maria Aparecida havia cobrado o valor de um botijão de gás emprestado a um amigo. O episódio, aparentemente comum, acabou tomando um rumo trágico. A cobrança da dívida antecedeu o ataque que tirou a vida da manicure.
O crime aconteceu no dia 10 de janeiro de 2004, na cidade de Arapiraca, no interior de Alagoas. De acordo com o relato, após a cobrança Maria Aparecida foi para a calçada e sentou em uma cadeira ao lado do filho de 12 anos. Durante uma conversa com uma vizinha, ela foi surpreendida e atingida duas vezes no peito. O menino ainda tentou defender a mãe, mas foi ameaçado, e vizinhos chegaram a socorrer a vítima.
O homem apontado como autor era conhecido e próximo da família. Maria Aparecida confiava nele, tanto que era madrinha da filha dele. Quando ele precisou de ajuda, ela teria ajudado, sem imaginar o desfecho. Identificado como Manoel Jadielson, ele desapareceu após o crime e passou a ser considerado foragido da justiça.
Mais de 20 anos depois, a família segue à espera de uma resposta. Os filhos querem que o crime não fique impune. Para eles, a sensação é de que há alguém solto, vivendo a vida como se nada tivesse feito. A cobrança por justiça se tornou uma luta que atravessa gerações da família.
Do ponto de vista legal, o caso ainda permanece em aberto. O mandado de prisão preventiva contra o acusado segue válido até março de 2041. Isso significa que, se for encontrado, Manoel Jadielson ainda pode ser preso. A prescrição, nesse caso, é de 30 anos, o que mantém viva a possibilidade de responsabilização enquanto a família continua a cobrar uma resposta.
