Está preso o médico apontado como responsável por um procedimento de harmonização realizado em uma mulher que morreu um dia depois da intervenção. Marcelo Alves Vasconcelos foi encontrado na cidade de Cascavel, no interior do Ceará. Segundo a apuração, ele aplicou na paciente a substância PMMA, cujo uso é proibido para fins estéticos. A prisão encerra uma busca que se arrastava havia meses.
A vítima, identificada como Adriana, tinha 46 anos e morreu em janeiro de 2025. A morte ocorreu depois de ela ter passado por um procedimento de harmonização glútea no Recife. De acordo com o relato, horas depois de receber alta, Adriana foi encontrada morta no banheiro de casa pelo próprio filho. O intervalo curto entre a alta e a morte chamou a atenção desde o início das investigações.
Segundo a investigação, Adriana teria recebido aplicações de PMMA, uma substância que tem uso proibido para fins estéticos. O material é associado a complicações graves quando empregado fora das indicações permitidas, e por isso seu uso em harmonização corporal é vetado. Foi justamente o emprego dessa substância que colocou o médico no centro da apuração sobre a morte da paciente.
Marcelo Alves Vasconcelos estava foragido desde março, período em que passou a ser procurado pelas autoridades. A Justiça de Pernambuco havia expedido um mandado de prisão contra ele em razão do caso. Desde então, ele não havia sido localizado, até ser encontrado no município cearense de Cascavel, distante do estado onde a morte ocorreu.
O deslocamento do médico para o interior do Ceará reforçou, para os investigadores, a leitura de que ele tentava se manter longe do alcance da Justiça pernambucana. A captura em outro estado foi o desfecho de um mandado que vinha sendo cumprido havia meses. Com a prisão, ele passa a responder formalmente pelo caso que envolve a morte de Adriana.
Em nota, a defesa do médico apresentou uma versão diferente da que motivou o mandado de prisão. Os advogados afirmam que ele esteve o tempo todo à disposição da Justiça e que nunca deixou sua residência. A manifestação contrasta diretamente com a condição de foragido atribuída a ele desde março, quando passou a ser alvo do mandado expedido em Pernambuco.
O caso reúne elementos que continuam sob apuração, a começar pelas circunstâncias exatas da morte de Adriana e pela responsabilidade atribuída ao procedimento de harmonização. A morte registrada em janeiro de 2025, a fuga iniciada em março e a prisão agora em Cascavel marcam as etapas conhecidas da investigação. As autoridades de Pernambuco seguem com o processo que apura a aplicação do PMMA e o desfecho fatal.
