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Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro e apreende armas

Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro e apreende armas

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, em decisão divulgada há pouco. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde que teve alta hospitalar em março, quando Moraes havia determinado um prazo de 90 dias, agora encerrado. Na mesma decisão, o ministro revogou o certificado de registro de colecionador, atirador esportivo e caçador do ex-presidente e determinou a apreensão das armas de fogo em seu nome, dando à defesa 48 horas para entregá-las à Polícia Federal ou ao Distrito Federal. Moraes estabeleceu ainda que o descumprimento das regras da prisão domiciliar ou das medidas cautelares implicará o retorno imediato ao regime fechado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão no processo da trama golpista.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma decisão divulgada há pouco. A determinação manteve o ex-presidente sob as mesmas restrições que já vinham sendo aplicadas, dando continuidade a um quadro que vem sendo acompanhado de perto no cenário político e jurídico do país.

Segundo a apuração, Bolsonaro está em prisão domiciliar desde que teve alta hospitalar, em março. Naquela ocasião, o ministro havia determinado um período de 90 dias nesse regime. Com o fim desse prazo, Moraes decidiu pela prorrogação da medida, de modo que o ex-presidente permanece cumprindo a prisão em casa, e não em unidade prisional.

Na mesma decisão, o ministro tratou da questão das armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro. Moraes revogou o certificado de registro de colecionador, atirador esportivo e caçador do ex-presidente e determinou a apreensão das armas listadas, em um ponto que ganhou destaque dentro do conjunto de medidas anunciadas.

De acordo com o que foi divulgado, a decisão estabelece que a defesa deve entregar à superintendência da Polícia Federal ou do Distrito Federal as armas citadas no prazo de 48 horas. A lista de armamentos em nome do ex-presidente foi incluída na determinação, que fixou o prazo para o cumprimento dessa parte da ordem judicial.

Moraes também deixou claro quais seriam as consequências em caso de descumprimento. Segundo a decisão, o não cumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas cautelares impostas implicará a revogação do regime atual e o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, o que reforça o caráter condicional da permanência em casa.

Continuam valendo, ainda, outras determinações já estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar. Entre elas estão a fixação de horários específicos para o ex-presidente receber visitas e para manter contato com seus advogados, condições que fazem parte do conjunto de regras a serem observadas durante o período.

O caso se soma a outros desdobramentos recentes. Ainda nesta semana, a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado sobre a apreensão de uma arma ligada a Bolsonaro durante uma blitz, concluindo que não teria havido falta disciplinar e se posicionando de forma favorável à manutenção das medidas. Vale lembrar que Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão no processo relacionado à chamada trama golpista.

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