A Polícia Federal mira uma rede de tráfico de animais silvestres no Rio de Janeiro e, durante a ação, acabou prendendo um suspeito em flagrante. Segundo o relato, a investigação busca desarticular o comércio ilegal de espécies da fauna, um crime que movimenta a captura e a venda de animais retirados da natureza e mantidos, muitas vezes, em condições impróprias.
A ação recebeu um nome específico e teve um endereço definido. De acordo com o relato, a chamada Operação Bicho Solto foi realizada em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde o suspeito era alvo de um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito da apuração conduzida pela Polícia Federal sobre o tráfico de animais.
O que era para ser apenas uma busca terminou em prisão. Segundo o relato, durante as diligências na casa do investigado, ele acabou preso em flagrante, porque armazenava no imóvel diversos animais da fauna brasileira e também exóticos, todos silvestres, encontrados pelos agentes em condições de maus-tratos, o que agravou a situação do suspeito.
A quantidade e a variedade de animais chamaram a atenção dos investigadores. De acordo com o relato, entre as espécies encontradas no imóvel estavam jabutis, corujas, papagaio-verdadeiro, marianinha e araras, um conjunto que reforça a dimensão do esquema mantido na residência e o risco a que esses animais estavam submetidos longe de seu habitat natural.
Um detalhe torna o caso ainda mais grave. Segundo o relato, entre os animais apreendidos havia uma arara-azul, espécie ameaçada de extinção, também localizada na casa do suspeito durante a operação, o que liga o investigado ao comércio de animais que estão entre os mais protegidos justamente por correrem risco de desaparecer.
O histórico do investigado pesa contra ele. De acordo com o relato, o homem já havia sido investigado pelo mesmo crime outras vezes, inclusive por tráfico de animais ameaçados de extinção, o que indica que não se tratava de um episódio isolado, mas de uma atuação recorrente no comércio ilegal de espécies silvestres.
Com a prisão, o caso avançou para as etapas seguintes. Segundo o relato, o suspeito foi levado à delegacia da Polícia Federal em Niterói e deve ser encaminhado ao sistema prisional estadual do Rio de Janeiro, enquanto a investigação continua para esclarecer o alcance da rede de tráfico e o destino que seria dado aos animais retirados da natureza.
