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Polícia de cinco estados mira quadrilha de falsas doações online

Polícia de cinco estados mira quadrilha de falsas doações online

A Polícia Civil de cinco estados deflagrou uma operação contra uma organização criminosa especializada em golpes com falsas campanhas de doação pela internet. Segundo a apuração, foram cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os criminosos usavam fotos e vídeos de crianças em tratamento de doenças graves para criar campanhas falsas na internet e pedir dinheiro, e todo o valor arrecadado era enviado para contas controladas pela quadrilha. A documentação financeira do grupo já supera 1 milhão e 700 mil reais. Segundo a polícia, o grupo utilizava inteligência artificial, manipulação de voz e empresas de fachada para dificultar o rastreamento do dinheiro. As investigações começaram depois que uma mãe denunciou o uso indevido da foto da própria filha em uma dessas campanhas, e a operação deve continuar nos próximos dias.

A Polícia Civil de cinco estados deflagrou uma operação contra uma organização criminosa especializada em golpes com falsas campanhas de doação pela internet. Segundo a apuração, o grupo se aproveitava da boa vontade de pessoas dispostas a ajudar para desviar dinheiro, em um esquema que já vinha sendo investigado e que agora recebeu uma resposta coordenada das autoridades em diferentes pontos do país.

A ação foi ampla e alcançou várias regiões ao mesmo tempo. De acordo com a apuração, foram cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, um esforço que dá a dimensão tanto do alcance do grupo quanto da força-tarefa montada para tentar desarticulá-lo.

O ponto mais grave do esquema estava na forma como as pessoas eram convencidas a doar. Segundo a apuração, os criminosos usavam fotos e vídeos de crianças em tratamento de doenças graves para criar campanhas falsas na internet, nas quais pediam dinheiro, explorando a comoção em torno de casos de saúde para dar aparência de legitimidade aos apelos que faziam nas redes.

O dinheiro arrecadado, no entanto, não chegava a quem realmente precisava. De acordo com a apuração, as doações eram feitas por transferência e o valor recolhido era enviado para contas controladas pela própria quadrilha. A documentação financeira do grupo já supera 1 milhão e 700 mil reais, um montante que pode crescer à medida que a investigação avança.

Para escapar da polícia, a quadrilha se apoiava em recursos tecnológicos sofisticados. Segundo a apuração, o grupo utilizava inteligência artificial, manipulação de voz e empresas de fachada, ferramentas voltadas a dificultar o rastreamento do dinheiro e a dar mais credibilidade às campanhas, o que tornava o esquema mais difícil de ser percebido por quem doava e pelas autoridades.

O caso começou a ser desvendado a partir de uma denúncia pontual. De acordo com a apuração, as investigações tiveram início depois que uma mãe procurou as autoridades para relatar o uso indevido da foto da própria filha em uma dessas campanhas, o que abriu caminho para que a polícia começasse a identificar a estrutura montada por trás dos apelos falsos.

A operação, segundo as informações, deve continuar nos próximos dias, com a possibilidade de novas diligências e da identificação de outras pessoas que possam ter sido enganadas. Os investigados respondem ao processo preservados pela presunção de inocência até uma eventual decisão da Justiça, enquanto a polícia segue apurando a extensão total do golpe.

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